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Editorial

A união faz a força? Somente quando se tem diálogo e entendimento!

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Pela internet encontramos a seguinte afirmativa “devemos praticar, a união faz a força, o diálogo faz o entendimento”. Essa frase pontua um raciocínio que se encaixa perfeitamente em algumas ponderações feita em nosso último editorial.

Afinal as forças políticas do município precisam de se unir, precisam de dialogar para que a população seja realmente beneficiada. E nesta edição trazemos em nossa capa o resultado deste diálogo e união.

Pela segundo ano consecutivo, a Câmara de Nova Serrana, após amplo diálogo com órgãos de segurança pública e claro com o executivo, vai direcionar parte de seus recursos para investimentos na segurança de Nova Serrana.

Em 2017 a casa viabilizou a compra de motocicletas para uso dos Políciais Militares, equipamentos que auxiliam relevantemente a atuação da PM na contenção e prevenção da criminalidade.

Agora a medida irá beneficiar a Delegacia Regional da Polícia Civil em Nova Serrana. Conforme temos acompanhado já desde 2017, a demanda pela apuração, investigações e intervenção em crimes de natureza sexual e de violência contra mulheres e crianças demanda um trabalho diferenciado na cidade.

Contudo esse trabalho vem sendo limitado justamente pelo fato das instalações da Polícia Civil não serem adequadas para trabalhos mais aprimorados. Dai existe a necessidade da construção de um anexo, que viabilizará esse e outros serviços.

As mentes se uniram, buscaram uma forma de realizar a obra, e pelo que percebemos, o objetivo é que dentro do menor prazo de tempo possível sejam concluídas.

Existe, no entanto, em meio a toda essa costura uma falha, o valor total da obra é superior, uma pouco mais do que o dobro dos recursos que a Câmara irá destinar, a obra demanda investimentos de aproximadamente R$ 350 mil, e a busca pelas parcerias privadas serão necessárias.

Na costura, no entanto, não vemos uma contrapartida do executivo. Claro cobrar essa contrapartida seria injusto, se não levarmos em consideração que atualmente a prefeitura investe em mão de obra que auxilia significativamente no funcionamento não só da Polícia Civil, mas também da Militar.

Mas ainda assim se espera que algo mais seja feito. Nos bastidores da prefeitura alguns dos agentes pontuam que a Câmara tem dinheiro para fazer a obra toda se quiser. Nos corredores da Câmara se fala sobre o investimento em segurança, que poderia ser ainda maior e pela seriedade do trabalho realizado na delegacia, não seria de forma alguma repudiado pela população se o executivo encontrasse uma forma de ser ainda mais ativo quanto a obra.

Assim basta ampliarmos um pouco mais o ângulo de visão da parceria que foi formada no ano passado e vem de forma semelhante sendo construída pra este ano, que percebemos o fato de que apesar da força a união ainda está longe de ser ideal.

De fato não adianta termos 10 mentes e elas não serem pensantes, ou melhor, não terem o mesmo objetivo.

Sendo justos, a cidade tem recebido atenção impar quanto a segurança, a Câmara poderia realizar a obra toda, talvez, mas vale lembrar que realizar obras, arcar obras não é uma das atribuições do legislativo.

Sobre essas atribuições é importante a prefeitura traçar uma nova ótica e seria ainda mais relevante que o município se sensibilizasse com o fato e deixasse as diferenças políticas de lado e intervisse com parte dos custos dessa obra.

Para finalizar ainda abordando as atribuições, é bom lembrar que nos vetos emitidos pelo executivo neste ano, as atribuições do executivo e legislativo tem sido um dos principais fatores que estipula como inconstitucional os vetos.

Assim sendo, não é obrigação do legislativo dar dinheiro para obra alguma, e apesar de ter dinheiro do legislativo na execução, no final das contas será a gestão do atual prefeito que executará, e de certa forma terá os créditos, ou parte deles, pelos benefícios desta intervenção.

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