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 “A mudança ainda é o melhor discurso”

Luciano Augusto

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Basta iniciar o período eleitoral e os discursos vão logo aparecendo, e o da mudança é um discurso bom, que causa certo impacto.

Interessante destacar que mesmo quem está em situação de governo às vezes usa a palavra mudança, com um pouco mais de cautela, a primeira dessa tentativa se deu quando José Serra disputou a corrida presidencial contra Lula na sucessão de Fernando Henrique.

Serra, que havia sido ministro de FHC, falava em mudança de postura de gestão de como iria enfrentar os problemas vivenciados na época, contudo, o eleitorado não assimilou a ideia da mudança de alguém que havia composto o governo e era correligionário do presidente FHC, o resultado foi que o outro discurso de mudança venceu, que era defendido por Lula e José Alencar,  uma mudança bem mais branda do que as outras propostas de campanha anteriores de Lula.

Lula convidou o empresário mineiro José Alencar na época filiado ao PL, o convite serviu para transmitir confiança ao mercado, aos investidores, empresários, uma das maiores preocupações da época era a manutenção do plano real.

Nos dias atuais se lançar na vida pública, não é tarefa fácil, ter a ousadia de propor mudança é algo mais difícil ainda, a menos que se trate de uma situação que não tenha sustentação nenhuma, esteja fracassada e a própria mudança seja necessária a ponto de nem precisar propagar.

Portanto, na política a palavra mudança pode ser interpretada de varias formas, aos que votam em determinado candidato para que fulano não ganhe mais, ou aqueles que propagam: “vou fazer diferente, um governo inovador”.

Dessa forma, temos que quem se lança como “mudança”, tem além da obrigação de zelar pela coisa pública, modificar  para melhor claro, sob pena, de cair no descredito.

Em um desses inúmeros discursos de campanha nas eleições municipais de 2016, cito uma mudança que ocorreu em Belo Horizonte na gestão do Prefeito Kalil, honrando sua palavra quanto ao enxugamento da máquina pública reduzindo a estrutura que contava com 40 órgãos – entre secretarias, empresas e autarquias – passará a ter 26 entidades. Kalil extinguiu nove secretarias regionais, que passam a ser vinculadas à Secretaria de Governo, e incorporou cinco órgãos autônomos a secretarias. Na época disse o Prefeito “Está todo mundo vendo o que está acontecendo com o país e precisamos reduzir a máquina pública. Foi promessa de campanha e estamos fazendo isso”.

Ainda esse ano, vamos ouvir falar muito em mudança, esperamos que ela possa ocorrer efetivamente, não apenas em discursos evasivos.

Para Refletir

“O primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta”

* Maquiavel

LUCIANO AUGUSTO O. LOPES é bacharel em Direito pela Sociedade Dom Bosco de educação e cultura - Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis - Divinópolis (2012). Advogado inscrito na Seccional OAB Minas Gerais, desde 2015, com ênfase em Direito Público, atuando nas áreas do Direito Eleitoral, Administrativo. Atua como Consultor Jurídico do IPGC (Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades). Possui diversos cursos voltados para o Marketing Político Eleitoral, tem experiência em campanhas políticas e na gestão de projetos políticos.Há habilidade em comunicação tendo atuado na função de radialista/jornalista

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