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Bolsa Família supera empregos formais em mais de 10 estados brasileiros

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Um levantamento recente aponta que mais de dez estados brasileiros registram atualmente um número maior de beneficiários do programa Bolsa Família do que de trabalhadores com carteira assinada no setor privado. Os dados consideram informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do programa social do governo federal.

A situação ocorre principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o mercado formal de trabalho ainda apresenta menor dinamismo econômico e maior concentração de famílias de baixa renda. Entre os estados com essa característica estão Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Sergipe e Paraíba, entre outros.

O Maranhão é considerado o caso mais extremo do país. No estado, há cerca de 1,2 milhão de famílias recebendo o Bolsa Família para aproximadamente 669 mil empregos formais, o que significa quase duas famílias beneficiárias para cada trabalhador com carteira assinada.

Especialistas afirmam que o fenômeno reflete desigualdades históricas e falta de geração de empregos formais em determinadas regiões do país. Ainda assim, indicadores recentes mostram crescimento do mercado de trabalho formal, com aumento das contratações em vários estados nos últimos anos.

No sentido oposto, estados do Sul e Sudeste apresentam cenário diferente. Em locais como Santa Catarina, por exemplo, há cerca de dez ou mais trabalhadores com carteira assinada para cada beneficiário do programa, demonstrando maior formalização do mercado de trabalho.

O Bolsa Família é considerado um dos principais programas de transferência de renda do país e tem como objetivo garantir apoio financeiro a famílias em situação de vulnerabilidade social.

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