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Economia

Fim da escala 6×1 pode reduzir produtividade em até 16%, elevar custos e pesar no bolso do consumidor, alertam especialistas

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A proposta em discussão no Congresso que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 — regime no qual o trabalhador cumpre seis dias consecutivos de labor e tem apenas um de folga — reacende um intenso debate sobre os impactos na produtividade, nos custos de produção e nos preços ao consumidor.

Segundo analistas do setor produtivo, a redução da jornada semanal sem ganhos proporcionais de eficiência pode comprometer a produção, gerar queda de produtividade de até 16% em determinadas áreas e criar dificuldades para manter o mesmo nível de bens e serviços ofertados atualmente.

Para especialistas ouvidos, essa redução de produtividade ocorreria porque as empresas teriam menos horas disponíveis para fabricar produtos sem aumento correspondente de tecnologia ou qualificação profissional. Isso mexeria diretamente com os custos operacionais, que tendem a subir — e, por consequência, poderia haver repasse desses custos ao consumidor final.

A questão tem sido classificada por alguns representantes da indústria como um “movimento tectônico” para a economia, dada a dificuldade de adaptação imediata das empresas, especialmente em setores intensivos em mão de obra como comércio e serviços.

Entidades empresariais destacam que, sem estratégias claras para aumentar a eficiência — como modernização tecnológica e treinamento da força de trabalho — a diminuição da carga horária pode significar menos produção com os mesmos custos fixos, pressionando os preços ao consumidor e afetando a competitividade.

A proposta também envolve a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas, com direito a mais dias de folga, mas ainda precisa ser aprovada em diferentes etapas no Congresso antes de se tornar lei.

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