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🥃 Cachaças do Vale do Piranga e de Pitangui podem ganhar identificação geográfica
Salvaguarda cultural e valorização econômica impulsionam debate em Minas Gerais
A produção artesanal de cachaça no Vale do Piranga e na região de Pitangui pode ser oficializada com identificação geográfica, reforçando a tradição da bebida e a valorização das produções locais no Estado de Minas Gerais.
A informação foi divulgada em audiência pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), realizada na terça-feira (16/12/25) pela Comissão de Cultura, durante um debate sobre a contribuição histórica do povo negro para o desenvolvimento da produção artesanal de cachaça de alambique.
Segundo coordenadores da Emater/MG e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as iniciativas de identificação geográfica — semelhantes ao processo já existente em Salinas — estão em andamento para as duas regiões, com o objetivo de fortalecer a identidade dos produtos tradicionais e ampliar o reconhecimento cultural e comercial dessas cachaças mineiras.
A expectativa dos participantes é que o processo traga valorização histórica e socioeconômica, especialmente para comunidades quilombolas envolvidas na produção artesanal, garantindo que políticas públicas e incentivos também beneficiem os produtores tradicionais.
Durante o encontro, foi destacado que a produção de cachaça artesanal tem raízes profundas na história mineira, com registros de alambiques históricos ainda em atividade no Vale do Piranga, reforçando a importância de sua preservação e promoção.


