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Uma facada na democracia

Luciano Augusto

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Pois bem, o atentado sofrido pelo candidato Jair Messias Bolsonaro – PSL, na última semana não se trata de apenas um atentado contra sua vida, mas sim contra nossa democracia.

Falo isso por que é inadmissível o ato que ocorreu, alguns adversários de Bolsonaro sustentaram que quem planta ódio, colhe ódio, contudo, não é na violência que iremos resolver alguma coisa ainda mais contra um presidenciável.

Infelizmente o ato expõe a fragilidade de pensamento que norteia as discussões acerca das propostas necessárias para o futuro do País, pois no atual cenário está limitando-se a uma situação de fato que conduz para posições extremamente radicais.

Daí aquela concepção “nós, contra eles” e não adianta dizer: que a culpa disso é do Bolsonaro – PSL, ou do Lula – PT, ou do Boulos – PSOL ou de outro líder politico  tão somente, essa divisão ela advém desde a eleição passada, ela pode até ser alimentada por esses que citei, mas não é exclusiva de um apenas.

A democracia antes de mais nada representa dialogo, pensamentos diferentes, ninguém é obrigado a ter que aceitar o discurso do outro, senão não é democracia, óbvio, mas o respeito é fundamental para que a própria democracia se encontre respaldada nas instituições que as lhe dão sustentação.

Conforme já é praxe dizer 2018 o ano mais importante de nossa recente democracia, o atentado sofrido por Bolsonaro, infelizmente é um ingrediente muito ruim, Bolsonaro estava próximo a santa casa de Juiz de Fora, a rapidez no resgate, favoreceram as chances de vida do candidato. Já pensaram na hipótese caso o candidato tivesse falecido? Seria ainda mais triste para a história do Brasil, mesma coisa seria se o atentado fosse contra outro presidenciável.

Espero que as discussões sobre os rumos do nosso País se concentrem no campo das ideias das propostas, não é preciso aqui mencionar que a longo prazo a única mudança capaz de surtir efeito seja através da educação.

Quando entrei na faculdade de direito nos primeiros períodos estudando ainda de forma superficial, mas lendo sobre os nossos direitos e garantias fundamentais pensei por um breve momento, poxa: “isso eu deveria ter apreendido era nas escola, não na faculdade”, falei isso e reforço o meu pensamento, pois nossa constituição é pacificadora em sua essência, ela difunde justamente aquilo que nos desejamos que é o pluralismo politico a divergência de ideias que é fundamental para qualquer democracia.

Portanto, que o pluralismo politico que é fundamento de nossa constituição possa ser permitido dentro de um contexto de respeito mutuo, sem nenhum tipo de violência.

Para refletir:

“Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”

  • Winston Churchill

LUCIANO AUGUSTO O. LOPES é bacharel em Direito pela Sociedade Dom Bosco de educação e cultura - Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis - Divinópolis (2012). Advogado inscrito na Seccional OAB Minas Gerais, desde 2015, com ênfase em Direito Público, atuando nas áreas do Direito Eleitoral, Administrativo. Possui diversos cursos voltados para o Marketing Político Eleitoral, tem experiência em campanhas políticas e na gestão de projetos políticos.Há habilidade em comunicação tendo atuado na função de radialista/jornalista

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