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Servidor público é encontrado morto nu, queimado e amordaçado em Extrema

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Um servidor público da prefeitura de Extrema, no Sul de Minas Gerais, foi encontrado morto sem as roupas, com as mãos amarradas para trás, amordaçado e com o corpo parcialmente queimado, no domingo (24/10). Uma pessoa foi presa suspeita do crime.


De acordo com o boletim de ocorrência, a irmã de César Augusto de Oliveira, de 48 anos, mora no mesmo terreno que ele e, como não conseguia falar com o irmão, foi até a casa dele. Ela encontrou a vítima em cima do colchão já morta. Parte do colhão também estava queimado. A Polícia Militar foi acionada.

Durante diligências, o carro do servidor foi encontrado em uma serra de Extrema, também parcialmente queimado. Amigos da vítima contaram que ela estava em um bar na noite de sábado (23) e, já durante a madrugada de domingo, teria saído do estabelecimento com um rapaz.

Suspeito matou a vítima após relações sexuais e por o servidor não ter drogas

O homem de 29 anos foi identificado e preso como suspeito do crime.  “No sábado os dois estavam tomando cerveja em um bar até 0h45 quando foram para a casa de César onde mantiveram relações sexuais e posteriomente o autor que queria usar droga prometido pela vítima, acabou discutindo com ela, aplicou-lhe um golpe fazendo-a desmaiar. Após isso ele amarrou a vítimacom os braços para trás e a amordaçou com receio que ela acordasse e investisse contra ele. Depois colocou fogo no quarto da vítima furtou o carro e abandonou o local.”, informou o delegado Valdemar Lídio Gomes.

Depois ele deixou o carro abandonado em uma estrada vicinal. Ele tentou colocar fogo no carro. Dentro do veículo estava o cartão bancário do suspeito. “Câmeras de segurança filmaram o autor em fuga. Ele confessou o crime de uma pessoa muito querida na cidade”, complementou o delegado.

Para a PM o suspeito contou que foi até o bar tentar vender um celular por R$ 20 e que o servidor o chamou para ir a casa dele usar drogas. No entanto, depois a vítima disse não ter drogas, o que causou uma briga entre os dois. O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema prisional.

Prefeitura e grupo LGBT lamentam morte

César Augusto Oliveira trabalhava na Secretaria de Recursos Humanos da prefeitura de Extrema que lamentou a morte.

“É com uma enorme tristeza no coração que informamos que o colaborador Cesar Augusto de Oliveira faleceu na madrugada de ontem para hoje, vítima de assassinato.

Cesar integrava ao time da Secretaria Municipal de Recursos Humanos, deixando saudades e muita indignação com sua partida repentina.

A Prefeitura Municipal de Extrema manifesta seus sentimentos a todos os familiares e amigos, reforçando sua plena confiança na Polícia Civil do Estado de Minas Gerais e nos demais órgãos de segurança pública encarregados das investigações, a fim de apurar as circunstâncias em que se deram tais fatos”

O servidor era homossexual e o coletivo LGBT de Extrema pediu investigações em relação ao crime de homofobia.

“Infelizmente mais uma vida foi arrancada da gente aqui em Extrema MG, o nosso querido e estimado César foi assassinado, mas poderia ter sido o Fabiano, Cláudio, João, Maria, José… ou qualquer um de nós…

A suspeita de um assassinato com motivação homofóbica dá um nó na garganta, um mal-estar e uma angústia difícil de lidar. Inicialmente, a gente nega, tentando encontrar outras possíveis explicações. Depois quando as notícias não param de chegar fica uma sensação de desconforto e impotência.

Enquanto a gente não começar a falar com respeito sobre as mais diversas formas de ser e de amar – crimes como esse só vão aumentar e todos nós somos um pouco culpados disso!

Pais que não falam com os filhos para eles respeitarem os LGBT’s… Professores que não estimulam o respeito nas escolas… Religiões que nos endemonizam e nos consideram ainda como doentes… Toda a sociedade é sim culpada! Não adianta chorarmos pela morte e depois continuarem a achar anormal ser homossexual, bi, trans! Mais amor, por favor!

Esperamos que os poderes públicos, a sociedade de Extrema se mobilize também para criarem ações contra a LGBTransfobia nessa cidade! Já é o segundo crime em menos de um ano!

Nossas sinceras condolências aos pais, familiares, amigos e conhecidos do nosso querido César! Estamos com vocês!

Vá com Deus, César! Receba o nosso amor em nossas memórias e preces!”

Fonte: Por NATÁLIA OLIVEIRA –  O Tempo

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