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Será que a carapuça serve em mais alguém?

Wellington Pimenta

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No mundo existem pessoas de todos os tipos e comportamentos. Pessoas humildes e aqueles que são soberbos.

Em nossa cidade está cheia das duas qualidades. Então fico pensando.  Quem somos nós? Quem é cada um de nós no pensamento do outro e contexto de nossa sociedade?  Onde nos enquadramos? Qual a ideia que os outros fazem de nossa pessoa?

Claro que tem gente que não está nem aí para isso, mas inevitavelmente se enquadra em uma das qualidades.

Há algum tempo atrás eu assisti uma palestra do Dom José Belvino, Bispo emérito de nossa diocese e ele proferiu as seguintes palavras. “Aquele que mais crítica, mas dá palpite e discorda de tudo, na maioria das vezes é aquele que menos sabe e menos faz em prol dos outros.”

Diante de tudo isso comecei a me analisar e tentei dar as respostas que outrora eu buscava.

Com a reflexão eu percebi que às vezes eu critico, discordo e até repúdio a maneira como os outros, pensam, agem, conduzem situações diversas.

Quantas vezes eu falei e ainda falo que fulano ou ciclano está errado, que é incompetente, que não sabe resolver nada, ou que faz tudo errado.

Quantas vezes não afirmei que se fosse eu faria de outra forma, desse ou daquele jeito, mas jamais dessa maneira que feito.

Quantas vezes eu julguei atos alheios e o pior os condenei, e ainda quantas vezes eu  destruí sonhos e até acabei com as possibilidades dos outros poderem sonhar.

Com a reflexão cheguei a conclusão que não sou nem um pouco cauteloso e meu posicionamento é sempre de que somente eu estou certo e na maioria das vezes entendo que  eu sou o único a ter razão.

Por vezes eu vi ao próximo somente como mero coadjuvante e eu sou o artista principal, o grande astro, aquele que é o único a ser iluminado pelo holofote do sucesso deste teatro que é a vida, onde a peça principal, ė viver.

Com a reflexão percebi que sou arrogante, indiscreto, intolerante e abusado. Hoje entendo que com uma simples suposição de alguém já é alvo de um desmoronamento de discordância de minha parte, afinal se não for como eu penso e como eu quero, então ė melhor que não seja feito.

Cheguei a conclusão de que democracia só dá certo se for do jeito que eu quero e para me trazer benefícios. Os outros podem até se beneficiar, contando que eu seja o primeiro.

Temos que entender que as coisas não devem ser assim, que o mundo às vezes nos prega peças e eu posso até me confundir em algum ponto, em alguma decisão, mas na mente a prepotência sempre nos leva a pensar que jamais erramos como os outros.

Fazendo essa autoanalise percebo que eu também me coloco acima de todos, não existe ninguém que saiba mais do que eu, não existe ninguém que não precise de meu conselho, não existe ninguém que não se beneficie lendo o que eu escrevo.

Em um rompante de humildade cheguei a conclusão de que realmente não sou insubstituível, mas, é claro também que qualquer um que for colocado em meu lugar, que tiver a incumbência de fazer o que eu faço, jamais conseguirá atingir o meu sucesso e eficiência.

Após todas essas palavras eu convido você a junto comigo refletir: Será que somente eu sou assim? E você ?

WELLINGTON LINO PIMENTA é natural de Bom Despacho-MG, Sargento da reserva da Polícia Militar, residente em Nova Serrana há 33 anos, ferrenho defensor do meio ambiente, escritor, autor de 5 livros ainda não publicados; trabalhou na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, católico estudou por 4 anos o curso de teologia para leigo.Atualmente colabora na divulgação e mobilização no Consep - Conselho Comunitário de Segurança Pública .

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