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Sem teto, sem cabeça e sem juízo!

Léo Junqueira

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A imprensa começou a semana com uma bela manchete, digna de mais uma daquelas surpresas que a população não deixa de ter todos os dias. Agora, uma “gang” de Sem Tetos invadiu o tão falado triplex, (motivo da condenação do ex-presidente Lula em primeira e segunda instancia jurídica) e estão dizendo, que “se é do Lula é nosso!”

Fico pensando nesta atitude dos Sem Tetos, que na verdade agora têm teto sim. Mas, não têm vergonha, nem respeito e nem direito de fazerem isso. É mais uma prova de como fomos e estão querendo continuar governando o país, ou seja, como a cozinha da casa deles.

Na concepção petista tudo o que pertence ao Estado pertence a eles. A diferença é que realmente os seguidores de Lula pensam que são donos do pedaço, são mandatários de uma consciência política e não se assustem caros leitores, são donos de nossas vidas e dos nossos direitos constitucionais.

Vi a matéria com uma tristeza enorme e com a certeza de que vivenciamos uma anarquia total envolvida em discursos radicais e infundados. Se cada cidadão pudesse registrar as conversas, que envolveram todos os níveis da sociedade brasileira, não será difícil perceber que a incoerência passou a representar muito mais que as diferenças políticas.

Temos a condenação de um ex-presidente por corrupção com mais de 70 depoimentos condenatórios e apenas quatro para uma frágil defesa do condenado. Mesmo assim a facção (isso mesmo, facção) petista fica perguntando onde estão as provas.

“-Onde estão as provas?” Minha gente, as provas estão descritas e claramente mostradas e comprovadas na ação condenatória, basta ler! Alguns dos principais juristas do país dizem “que nunca na história desse país” alguém foi condenado com tantas provas autênticas. Acho que é o velho caso de repetir uma versão até que ela se torne uma verdade.

Mas, voltando ao caso do triplex, é importante observar que existe uma conhecida truculência por parte dos apoiadores do ex-presidente Lula, que com certeza não receberia nenhum deles (atuais ocupantes) caso estivesse ocupando o imóvel. Penso que alguém deveria dizer a estas pessoas, que aquilo não é um castelo a ser tomado como aquelas conquistas militares medievais. Eles precisam entender que estão assumindo um imóvel que não pertence a ninguém mais que a todo o povo brasileiro, que foi roubado e usurpado pelo crime organizado sob a bandeira do PT e seus colaboradores instalados nas grandes empresas que cartelizaram o setor da construção no país.

Alguém precisa dizer a eles, que os dados da economia são melhores do que quando o PT ainda estava no governo e, mesmo que ainda estejamos flutuando numa “grande merda” podemos crer, que presumivelmente temos mais perspectivas do que antes. Alias, quando eu ainda morava no Parque Dona Gumercinda, da janela da minha casa eu conseguia ver todo o centro administrativo, construído na gestão do ex-prefeito Paulo Cesar. O ex-prefeito conseguiu criar um centro da administração municipal, onde o cidadão encontrava todo o serviço público num só lugar. Até agência bancária foi instalada no complexo administrativo, que ocupa uma área enorme e que planejadamente poderia receber melhorias, ampliações, novos equipamentos e instalações.

Com a entrada de gestor sucessor, da mesma janela percebi a diminuição do movimento no local, quando houve um fracionamento e divisão de secretarias e setores para outros imóveis quebrando o projeto inicial de “centro administrativo”. É claro, que cada administrador tem sua visão e forma de administrar. Mas o que é surpreendente na atual gestão é que colocaram uma série de cones no portão de entrada do Centro Administrativo dando uma sensação que lá “poderá sofrer um ataque terrorista a qualquer momento”.

A estupides é tamanha que transformaram uma obra facilitadora de acesso da população num espaço com uma clara ideia de restrição. Pensando na notícia da ocupação do triplex, fico imaginando a população de Nova Serrana adentrando o espaço da prefeitura, estendendo faixas nas janelas do gabinete onde poderemos ler em grandes letras: “Se é do Euzébio é nosso!” E em letras menores e estrategicamente colocadas estará escrito: “Tomara que sobre alguma coisa!” Esta história do triplex invadido se repete em todo o país em formas e impactos variados. Isso acontece em nossa cidade, quando alguém da administração inconsequentemente publica em rede social, que a prefeitura realizará a Festa do Trabalhador “e você, cidadão é o NOSSO convidado”. Deu pra entender? A população é convidada para participar da festa DA PREFEITURA, porque a eles pertence a ideia, a ação e os resultados.

Da mesma forma aos Sem Teto pertencem o triplex e o luxo instalado nele. A nós, cidadãos comuns pertence a indignação que não conseguimos mais conter.

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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