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Política

Saúde será passada a limpo na CPI instaurada pela Câmara de Nova Serrana

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Vereador afirma que CPI’s são consequências do trabalho de um Legislativo e presidência independentes e “não praticamente nomeado pelo prefeito como aconteceu com a gestão anterior da Câmara”

Após anos sem se instaurar um processo de investigação tão intenso, nesta legislatura os vereadores de Nova Serrana em pouco mais de um ano de vereança, já instauraram duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) e este Popular foi até a casa do legislativo e em uma entrevista exclusiva, conversou com o vereador e presidente das duas CPI’s, Odair Lopes de Souza (Avante) que falou sobre a importância e como caminhará a CPI da Saúde, instaurada mais recentemente pelo legislativo de Nova Serrana.

Jornal O Popular (OP) – Adair, anos sem uma fiscalização intensa a ponto de se ter duas CPI’s abertas. Penso que inclusive essa seja a primeira vez que os dois procedimentos são instaurados em tempos simultâneos. O que muda nessa legislatura que viabiliza essa situação?

Adair da Impacto (AI) – Vivemos um tempo diferente no legislativo e isso ao meu ver se deve muito por uma nova postura da Câmara. Hoje somos um legislativo independente, isso aconteceu quanto elegemos um presidente independente e não praticamente nomeado pelo prefeito como aconteceu com a gestão anterior da Câmara. Com essa independência a cidade inteira tem a ganhar.

(OP) – Essa mudança é algo único? De onde surgiu essa postura fiscalizadora, essa postura de se investigar tão intensamente o executivo e procedimentos da atual administração municipal?

 (AI) – Não entendo isso como algo repentino ou que seja recente. Eu vejo como uma sequência de trabalho. Esse é até um ponto de vista meu que diverge do que se diz muito em algumas correntes políticas e pensamento popular. Alguns afirmam que não se deve reeleger o vereador, mas entendo que tudo precisa de uma sequencia, eu mesmo venho em sequência desde o mandato anterior com cobrança em órgãos, como Copasa, Cemig, até mesmo na saúde. Então a sequência melhora o trabalho, a experiência faz com você traga a tona qualidade de trabalho.

(OP) – Mas essa é uma posição sua ou entende que hoje a casa está focada nessa linha de pensamento?

(AI) – Quanto à nova legislatura entendo que todos estão motivados a contribuírem num todo ao trabalho, então acredito que teremos uma legislatura com resultados bem mais positivos e relevantes do que em anos anteriores.

(OP) – Bom foi instaurada a CPI da Saúde, quem são os membros dessa comissão?

(AI) – Eu estarei à frente da comissão como presidente. Teremos também o vereador Valdir Mecânico (PCdoB) como relator, PR. Giovani Máximo (MDB), Jadir Chanel (MDB) e Chiquinho do Planalto (PSD) como membros integrantes desta CPI.

(OP) – E qual é o ponto de partida e o objetivo desse processo recentemente instaurado?

(AI) – O ponto de partida foi o episódio da morte de Júlio Cesar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Queremos avaliar se houve negligência, e vamos investigar com relação a todo o pessoal envolvido, desde o momento em que a pessoa foi levada para a UPA até a entrada no Hospital Santa Monica. Queremos nomes, áudios, vídeos, e os nomes das pessoas que atenderam, tanto servidores da UPA como funcionários do Hospital Santa Mônica.

(OP) – Mas a CPI vai se ater somente a esse fato, vai se limitar em investigar a UPA?

 (AI) – Queremos estender a saúde, não só da UPA, apesar deste ser o fato inicial. Queremos colher informações da população, denúncias e os fatos, informações, contratos, dos hospitais que estão vindos, prazo, vida útil, retorno de investimento, afinal de imediato a Prefeitura tem gasto com aluguel e outros investimentos. Inerentes à saúde, temos ainda PSF, Policlínica, UBS, em busca de documentação e de denúncias a serem apuradas.

 (OP) – Para que os leitores entendam e participem, por quais meios serão levantadas essas informações?

 (AI) – Para levantar essas informações pedimos à casa que abra um link no site da Câmara para que os populares possam fazer denúncias e ainda já vamos realizar oitivas com pessoas que já se demonstraram favoráveis a prestar informações para que a partir dai possamos elaborar o cronograma de trabalho.

 (OP)  – já se tem algo em mãos quanto a esse material que será investigado?

 (AI) – O trabalho partiu do legislativo, primeiro a gente tem algumas reclamações de mal atendimento e negligência, como o fato que vai se apurar ocorrido na UPA.

 (OP) – A instauração dessa CPI da Saúde é uma ação interessante para o município, uma vez que Euzebio Lago tem obtido uma gestão com êxitos e pontuações relevantes quanto a saúde do município. Por serem uma espécie de oposição a atual gestão, não existe o receio de que essa CPI seja entendida como uma ação política?

 (AI) – O fato é o que tem gerado no contesto da saúde e não necessariamente nos índices que o prefeito tem conquistado na saúde, o que de fato também tem que ser fiscalizado. A vinda do Hospital Santa Monica e Hospital Dia para o município, a situação e agora a gestão municipal do Hospital São José, a terceirização da UPA que vai ser administrada por uma Organização Social de Saúde. O leque é muito grande, mas vamos tentar focar nos pontos principais e vamos tentar fechar no que é mais importante e os resquícios podem ser tratados em outra CPI e na comissão de saúde. Temos que lembrar sempre que não estamos acusando ninguém estamos simplesmente investigando.

 (OP) – Você é presidente da CPI da Copasa, e agora também da CPI da Saúde, os dois processos estão abertos simultaneamente, aqui fazemos duas perguntas que tem sido questionadas pela população. Existe alguma recomendação quanto ao fato de se acumular duas presidências de CPI, e se não existe uma recomendação quanto a isso, você não ficará sobrecarregado?

 (AI) – Bom quanto a primeira pergunta, essa presidência é votada pelos membros internos, essa repetição aconteceu devido ao número de vereadores e a quantidade excessiva de trabalho, sendo que a prioridade são os vereadores que não compõe a mesa diretora da Câmara. Já quanto à sobrecarga. Bom, acredito que há uma sobrecarga sim, mas temos um acompanhamento jurídico bom e um suporte bom da Câmara, em termo de relatores da secretaria, da comunicação e se houver cooperação dos órgãos, da população acredito que possamos ter um desfecho favorável dentro do prazo, e ainda essa sobrecarga é um dever do oficio.

 (OP) – já que você tocou no assunto. Qual o prazo dessa CPI, e qual o cronograma dessa investigação?

 (AI) – O prazo instaurado para esta CPI é de 120 dias podendo ser prorrogado por mais 120 dias. O cronograma esta na fase de juntada de documentos, oitivas, visitas em loco e acredito que a partir dos fatos que temos, na próxima reunião já começamos a receber os documentos, e a partir dai podemos definir as etapas a serem cumpridas.

 (OP) – Para finalizar, você disse que essa CPI não é acusação de ninguém, qual o resultado que vocês buscam com esse processo, se tratando de um coeficiente para a população?

 (AI) – O que acreditamos e queremos é mais respeito, mais humanização no tratamento, menos setores e mais ação, que possam estar aproveitando de alguma brecha que a gente sabe, imagina que tem, enfim o alvo dessa CPI é fiscalizar e proporcionar para a população um tratamento mais digno, que siga as diretrizes encontradas em nosso desejo de fiscalizar e o deles de cumprir quanto atendimento aos nossos munícipes que utilizam a saúde publica municipal.

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