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Editorial

Questão de tempo

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Há aproximadamente uma semana a imprensa regional vem se preparando para a manhã desta quinta-feira (26). A Polícia Militar em um trabalho exemplar iniciou a aproximadamente uma semana o contato com a imprensa anunciando e organizando a reintegração de posse da Fazenda Canta Galo.

Nós da imprensa nos preparamos, colete, crachá, maquinário, pauta, conhecimento sobre o assunto, pesquisa sobre os envolvidos, e quase que na madrugada de quinta-feira, nos direcionamos para o local marcado como ponto de encontro.

Chegando ao local nos deparamos com um aparato físico técnico que iriam de um amplo recurso humano militar e civil até o famoso Pegasus, helicóptero da Polícia Militar de Minas Gerais.

A polícia apesar de limitar o acesso da imprensa e não permitir por questões de segurança que nós e nossos colegas nos aproximássemos do local das negociações e reintegração, promoveu um trabalho exemplar e um cenário que poderia ser de guerra se tornou pacto e pacífico.

Foi então decidido que os populares iriam deixar a ocupação. A questão é para onde iriam. E quando falamos assim não estamos aqui caros leitores afirmando que ficariam desamparados, até porque a prefeitura locou um imóvel seguro para ocupação das famílias retiradas do local.

Questionamos para onde porque segundo apontado por muitos ligados ao executivo as famílias tem residência fixa em Nova Serrana. E cá pra nós, já que foi determinado pela justiça que as casas construídas na ocupação não poderão ser demolidas, a desocupação pode ser apenas questão de tempo.

Pense caro leitor, se optaram por deixar suas residências por uma vez para ocuparem o terreno, porque não voltariam a fazer isso daqui a duas, três semanas, daqui a um mês?

O sonho da construção do aterro sanitário no local soa como estranho para grande parte da população e por incrível que pareça, se os ocupantes não estendessem bandeiras partidárias, a possibilidade da população se solidarizar com os ocupantes era ainda maior.

Se tivermos como exemplos outras ocupações promovidas por grupos de sem terra, vamos notar que a desocupação é apenas uma questão de tempo, pois a tendência é que em breve eles voltem para o terreno, iniciando novamente todo o transtorno, iniciando novamente um novo processo, que se estenderá por anos.

Enquanto esse imbróglio não se desenrola o que acontece é que os vereadores viram o tamanho do pepino. Perceberam que o crescimento repentino de 11 para 36 municípios que aderiram ao consórcio tem como predisposição algo que não está bem explicado, algo que é vantajoso para alguém e pelo visto não é para o município que vai sediar o empreendimento.

O que acontece é que os legisladores, por questão de tempo resolveram dar mais um tranco no que diz respeito aos interesses e projetos do executivo e caso a lei seja revogada como de objetivo, Euzebio e os integrantes do consórcio terão que pedir benção para o legislativo.

É questão de tempo para que um conflito de interesses e políticas municipais se transformem em um embate no município, afinal o Presidente da Câmara é conhecido por apoiar as invasões, já o prefeito, quer por que quer transformar a área na lixeira do centro-oeste mineiro.

Os detritos devem ser sim direcionados de forma adequada, o problema está estampado para todos, a questão é, quanto tempo demorará para que seja percebido que esse presente de grego que é o aterro sanitário de 36 municípios instalado em nosso terreno  passará a trazer outros transtornos para a cidade.

Por fim é questão de tempo para que os invasores voltem, para que a polícia tenha que agir novamente, para que a justiça novamente tome uma posição temporária, para que o executivo e legislativo continuem seu embate e para que no fim dessa história, a cidade novamente arque com fatura negativa de mais um imbróglio político e administrativo da história de nossa cidade.

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