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Quando a lógica se torna suspeita a razão pula pela janela!

Léo Junqueira

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No meu trabalho, a principal matéria prima é a informação. Com ela consigo pensar, consigo avaliar e formar minhas opiniões com o mínimo de contaminação possível. É preciso saber dos fatos como eles são e não repetir a versão interpretada por pessoas com tendências políticas, sejam qual for.

O país inteiro apoiou as ações contra a corrupção na operação Lava-Jato. Isso trouxe uma espécie de esperança para a população cansada de desmandos de políticos e influências de empresários com o firme propósito de dominar a economia forrando os próprios bolsos.

A cada julgamento e consequente prisão dos culpados nossa confiança na justiça aumentava e por algum tempo respiramos a retidão imparcial dos nossos magistrados. Somos testemunhas dos acontecimentos e dos desdobramentos que colocaram figurões da política e empresariais na cadeia.

Mas agora, estamos acompanhando com estarrecimento as manobras jurídicas para colocar em liberdade aqueles que aprisionaram nossas perspectivas de uma nação orgulhosa e desenvolvida… E isso causa náuseas em quem acompanha o desenrolar dos processos.

Estou fazendo esse artigo para chamar a atenção dos leitores para o perigo que o país está correndo. É preciso avaliar com cuidado os acontecimentos publicados pela mídia e as opiniões forçadamente impostas pelas chamadas “forças ocultas”, que de forma espúria querem o caos político e econômico.

Por exemplo: todas as nações que caíram no regime comunista ou o socialismo que se diz “democracia do proletariado” seguiram a cartilha básica do controle das massas. Primeiro com o domínio da educação, quando a mesma é transformada em doutrinação ideológica. Em seguida a saúde é surrupiada para ser uma questão de precariedade total. Depois vem o desequilíbrio na segurança do cidadão, quando a violência e a criminalidade ficam fora de controle e finalmente, a imposição do medo e pânico em todas as suas formas.

Esse último quesito vem turbinado pela pandemia do coronavirus e seus efeitos devastadores sobre a economia fazendo minguar o conhecimento sobre suas causas e consequências reais. Nunca na história do Brasil (e talvez no mundo) um governo foi tão bombardeado por motivos torpes e hoje, assistimos um presidente da república ser subjugado por poderes constitucionais, que nada têm a ver com a governabilidade.

O STF se apropriou de poderes para legislar e dominar o executivo com argumentos de leis criadas em causa própria. E agora, quando menos se esperava, assistimos o Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM), declarar à imprensa que a operação Lava-Jato foi uma ação de cunho político e não da justiça.

Ora, minha gente! Esse senhor é um dos deputados mais denunciados na operação juntamente com seus pares partidários ou apenas coniventes com inúmeras atividades suspeitas. Mas, como presidente da Câmara Federal vem à público descredenciar uma operação, que entre investigados, presos e condenados juntou uma robusta coleção de provas de crimes contra a nação.

E não bastasse, tem nas centenas de páginas de cada processo, confissões espontâneas, denúncias adicionais e delações premiadas. Até dinheiro roubado devolvido já existe para garantir a seriedade da operação. Sendo assim, o que esse infeliz deputado quis dizer com essa declaração?

O que podemos fazer com um parlamentar travestido de autoridade, que desempenha o papel de demolidor da ética, do respeito e do orgulho em sermos brasileiros?

Acho que não é uma questão de ser simpatizante de esquerda ou direita. Todos estamos vulneráveis nas mãos de corruptos e adversários da nação. Não é questão de agirmos como uma torcida organizada e muito menos inquisidores de atos e pensamentos. O momento exige consciência! E consciência é a nossa mais eficiente arma contra o que pode acontecer daqui pra frente.

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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