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Pela ressurreição dos velhos heróis

Léo Junqueira

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Passamos um longo período procurando heróis. Airton Senna, nosso herói das manhãs de domingo não existe mais e nem temos mais certeza se encontraremos alguém, que vamos tirar das competições para torna-lo “Herói da Pátria Tão Gentil”.

Fico pensando se poderei usar minha camiseta vermelha, tão desejada e cara, para me exibir num simples encontro com amigos. Também não sei se poderei usar alguma roupa de predominância verde/amarela e voltarei ileso pra casa.

Sinto apenas, que muita coisa mudou à minha volta por motivos mais que idiotas. Brasileiros de outras histórias de união, agora se confrontam com palavras e agressões pelas redes sociais na busca de inimigos comuns.

É verdade, na falta de heróis, encontramos inimigos antes tidos como amigos, pelo simples motivo de não concordarmos com suas opiniões. Será que a estupides do brasileiro chegou a tal nível? Será, que desta vez teremos que mostrar que “um filho teu não foge à luta” para enfrentar um vizinho?

É claro que meus argumentos se referem a Haddads e Bolsonaros transvestidos em cada um de nós. Então, se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação vou registrar minha opinião, depois de longo tempo afastado desta coluna.

O país vem sofrendo muito com a corrupção revelada todos os dias nos noticiários. A justiça é cega, surda, muda e paraplégica… Está vegetando nas leis retrogradas do país. Acordo todos os dias pensando numa forma de me mudar deste país, porque não consigo viver num lugar, onde o criminoso tem regalias e a vítima obrigações para com a justiça.

Desta forma procurei meus heróis que foram desmascarados numa sugestiva Lava Jato. Preferia mil vezes que eles continuassem a morrer de over doses. Acompanho os grupos de whatsapp, Facebook entre outros, recrutando a adesão de internautas contra inimigos comuns.

Pessoas da esquerda elegeram pessoas de pensamentos direitistas como inimigos comuns e vice-versa. Minha gente! Não temos mais intermediadores, entenderam? Não temos mais grupos moderados entre empresários, funcionários, aposentados, leigos, gente à toa ou amigos de bairro.

Na ausência desse elemento democraticamente fundamental, entramos em rota de colisão e vamos perder muito com isso. A mensagem mais sensata que li nos últimos dias diz o seguinte: “perder uma eleição é normal numa democracia. O problema é perder a democracia numa eleição.” O sangue está nos olhos das discussões em bares e locais públicos. O sangue escorre nas agressões pelas redes sociais e ninguém faz nada a não ser longos “kkkkkk” que parecem insultos disfarçados.

Pensar não é pecado e não é ruim, nesse momento. Apenas uma verdade precisa ser dita: infelizmente, os meus heróis, verdadeiros ou imaginários, já morreram de over dose… Ou de tristeza!

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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