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Saúde

Ouro Preto e Divinópolis montam hospitais de campanha por causa do coronavírus

Israel Silveira

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A ideia é ajudar no atendimento das vítimas da doença que a cada dia sobem em toda Minas Gerais e no Brasil
A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) fez com que a Prefeitura de Ouro Preto, na região Central de Minas Gerais, se valesse do prédio de uma antiga fábrica de tecidos para construir um hospital de campanha – ou seja uma unidade de saúde fora de um hospital e que faz um atendimento temporário.

A ideia é que o local tenha 50 leitos, banheiros, posto médico, enfermarias infantil, feminina e masculina, expurgo e depósito de material de limpeza para atender pacientes com quadro de contaminação pelo coronavírus e que consequentemente precisem ficar isolados.

Atualmente a antiga fábrica funcionava como Centro de Eventos e o Parque Tecnológico. O prefeito da cidade Júlio Pimenta, explicou por meio de nota da assessoria de imprensa que o local foi escolhido por ser “mais afastado e por possuir uma infraestrutura que nos permitirá oferecer um tratamento adequado aos pacientes”.

A prefeitura salientou que o local só vai funcionar como hospital enquanto houver a pandemia de coronavírus e depois voltará a ser um espaço para eventos. A reportagem questionou a assessoria de imprensa da prefeitura quando a unidade será aberta e quantos médicos vão atuar no local e aguarda retorno.

Divinópolis 

A mesma medida foi tomada pela cidade de Divinópolis no Centro-Oeste de Minas Gerais. O hospital de campanha será construído no estacionamento da UPA Padre Roberto, que fica em Divinópolis e atende também pacientes dos municípios de Carmo do Cajuru, São Gonçalo do Pará e São Sebastião do Oeste. Segundo a secretaria municipal de saúde, serão criados 20 leitos de suporte avançado de vida, equipados com respiradores, e outros 20 de observação.

Os leitos são construídos com a utilização de containers refrigerados e o custo total para a manutenção do espaço ficará em torno de R$1,44 milhão ao mês. Este valor, segundo a prefeitura, será pago pelo governo do Estado.

A princípio, segundo o secretário municipal de saúde, Amarildo Sousa, o espaço será usado para o atendimento de pacientes de rotina “nós estamos separando os dois atendimentos, porque os pacientes que são acometidos por outras enfermidades precisam continuar recebendo atendimento de pronto atendimento com segurança”, afirma.

A expectativa da prefeitura é de que os atendimentos comecem na semana que vem “amanhã começam a chegar os containers e na segunda-feira a gente começa a contratar a equipe”, explica o secretário. Ainda segundo ele, o hospital de campanha contará com 40 técnicos de enfermagem, oito enfermeiros e 16 médicos, que serão recrutados pela empresa contratada pela prefeitura

  • Fonte: O Tempo

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