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Mistérios ministeriais

Léo Junqueira

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Chega a ser uma situação de deixar as atividades circenses com inveja das palhaçadas mostradas nos vídeos palacianos exibidos em todas as mídias. Ao pensar, que tudo começou com uma reunião ministerial, quando supostamente nossas autoridades mais expressivas se reuniram para discutirem sobre assuntos que afetam a todos nós, não dá para acreditar que acabamos como espectadores de um noticiário digno do mais “cabuloso” espetáculo de baixarias, digno de um reality show de qualidade duvidosa.

O presidente da República Federativa do Brasil não poupou seu linguajar mais esdrúxulo ao se dirigir aos seus ministros, que ouviram calados uma enxurrada de palavrões e expressões incomuns até aos bordeis.

Até aí, tudo bem. Em encontros e reuniões fechadas ninguém é santo e temos o “direito” a nos expressar de formas veementes ou pouco recomendadas. Mas o mais intrigante foi a postura do nosso Supremo Tribunal Federal, que na sua prerrogativa imoral mandou buscar os vídeos para permitir sua exibição ao mundo, sem lembrar que são eles, os ditos ferrenhos defensores da imagem do Brasil.

Ouvindo os comentários e declarações de quem achou absurdas as formas de Bolsonaro se dirigir aos presentes, ainda sugeriam que o presidente fosse punido por apenas mostrar, claramente à nação, suas reais origens, como deputado do mais baixo clero do Congresso Nacional.

Nos comentários existem declarações espantosas sobre a conduta do chefe do executivo e conclamam a nação a se levantar contra o que consideram aviltante. Ora, mas quem tornou o picadeiro numa exibição pública não foi Bolsonaro e sim o STF! Pelo que entendo a reunião foi realizada a portas fechadas e apenas quem estava presente sabia das expressões do presidente em suas denúncias e pedidos.

Paralelamente, vejo agora o STF, mais uma vez, trocando as mãos pelos pés, exigindo retratação e punição ao Ministro da Educação que afirmou o óbvio conhecimento dos brasileiros, que alguns ministros do STF deveriam estar na cadeia.

Vamos analisar a questão: é no supremo tribunal que são feitas as mais descaradas infrações ao direito do cidadão, a começar pelo número de processos parados para beneficiar autoridades condenadas por todo tipo de crime.

É no STF, que bandidos, traficantes, estelionatários e corruptos encontram alento para suas penas “já julgadas e condenadas” em todas as instâncias da justiça.

É no STF que se encontram ministros comprometidos com tudo o que há de pior no país. Por que devemos respeitar esse poder mandatário, que se esconde em suas togas para fazerem das leis uma ferramenta de malabarismo jurídico?

Acho que Bolsonaro não exagerou, mas se perdeu em suas emoções. Penso ainda, que o STF não se deu por satisfeito e agora quer a apreensão do celular do presidente para saber de suas conversas mais reservadas.

O que esperam encontrar nele? No meu entender estamos recuando no tempo e revivendo a era da “caça às bruxas”, que na verdade eram inocentes em suas convicções espiritualistas, quando a igreja católica as consideravam pela ameaça ao povo no caminho da fé.

Estamos assistindo à degradação dos poderes a passos largos, enquanto nossos representantes optam pelas opiniões de seus pares visando as próximas eleições.

Espero sinceramente que cheguemos a um consenso sobre os valores da justiça, o respeito às autoridades, à nossa dignidade como cidadãos e finalmente, como uma sociedade preparada para as mudanças que se aproximam após a pandemia do COVID-19.

Esse sim, um vírus microscópico que foi capaz de mudar a vida no planeta, sem dizer um palavrão ou usar de argumentos jurídicos para literalmente “fuck you, fuck me and fuck the peaple”.

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JORNAL O POPULAR – A NOTÍCIA COM DEVE SER

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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