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Editorial

Mais um pouco do mesmo!

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Na última segunda-feira, durante a reunião das comissões permanentes da Câmara Municipal de Nova Serrana, foi colocado em pauta um projeto de lei que autoriza o município a realizar a venda de dívida do estado para com o Município, para uma instituição financeira.

O projeto inicialmente é vantajoso, e benéfico para com o município, porem quando avaliado em uma ótica maior do que o resultado imediato surge uma série de dúvidas que devem ser consideradas com maior entendimento técnico e responsabilidade do que, a paixão, ou melhor, submissão que parte de alguns edis para com o executivo.

Sim, temos vereadores que apresentam uma submissão quase que obtusa quando se fala das pautas que tem como autoria o executivo municipal, e por mais que afirmem que atuam por si próprios, alguns como Jadir Chanel (MDB) se mostram completamente submissos as propostas e desejos do executivo.

Na reunião em questão durante a defesa do projeto ouvimos partindo de Jadir uma frase que tem até lógica quando se ouve isoladamente, mas quando se coloca em uma visão mais ampla se percebe o risco que se corre, justamente por não avaliar um palmo na frente do nariz, ou um ano após o outro.

Jadir considerou durante a reunião que se o débito do estado foi construído nesta gestão, o recurso deve ser recebido por esta gestão. Uma perspectiva lógica e justa, quando se pensa que a administração foi prejudicada pela inadimplência de Fernando Pimentel.

Contudo esse raciocínio nos dá o direito de questionar, e as dividas construídas nesta gestão, e os parcelamentos, e os empréstimos, e o fundo previdenciário… Também seguem o mesmo raciocínio?

A incapacidade técnica e política de vereadores como Jadir Chanel e tantos outros que ali ocupam cadeiras, colocam sobre uma passarela à beira de um abismo o futuro de nossa cidade, e isso simplesmente porque, o que fazem como vereadores, o fazem por uma força divina, sem que seja considerado o mérito, a procedência, a moralidade e até mesmo a condição administrativa e os impactos que causam sobre a cidade.

Jadir como outros, acata o que é repassado, e para isso basta falar, é bom para a cidade, e sendo assim, pra que ler projeto. Não se tem necessidade de saber o valor final pago no financiamento. Não se tem necessidade de avaliar se o terreno seria útil para a cidade. Não se tem a responsabilidade de pensar a cidade em uma projeção que vá além de seu umbigo, ou melhor que vá além do próximo ano.

Não que o objetivo do executivo seja prejudicar a cidade, acreditamos que o prefeito tem a melhor das intenções, como teve Paulo e Joel, mas sem uma câmara que seja autônoma e que faça uma análise neutra e coerente, não temos a distinção dos poderes e assim, apenas se cumpre a ordem da majestade como em uma monarquia.

Ao observarmos que a cidade tem obtido avanços na segurança, saúde e na educação, questionamos, se não houvesse oposição a situação seria a mesma. Provavelmente não, lembrado que oposição não é ser simplesmente contrário, é ser também coerente e ai partimos novamente para o combate com a conduta dos edis.

Um vereador da oposição ataca o advogado, que é defendido por uma nota de repúdio, o mesmo advogado que é filho do vice-prefeito, o mesmo que está diretamente envolvido em atritos políticos e polêmicas com o edil que recebeu a nota de repudio.

O outro vai para a imprensa e dispara contra a presidente da casa, afirmando que ela poderia fazer o que está, como comprovado pela lei, além de seu poder, e de forma desvairada e até mesmo impensada, resolve desferir seu veneno em rompantes de vaidade, que são alimentados com a militância da situação nas redes sociais.

O terceiro vereador afirma, sem nem ao menos considerar e avaliar as perspectivas que foram colocadas, que “já conversei com o prefeito, já entendi tudo, sou favorável ao projeto”, e ainda é incapaz de colocar para os colegas o seu entendimento de tudo para que as dúvidas dos demais sejam sanadas.

O quarto, quer ignorar o pedido de vista do vereador para que a pauta seja deliberada para as comissões e assim, passando pelo regimento, se cumpre o objetivo maior que é o da gestão. Graças a Deus, no entanto este tem bom senso, e mesmo sendo contra sua vontade, deliberou favorável ao pedido.

O quinto, afirma que no ano que vem não quer fazer parte das comissões, até porque é trabalhoso demais, avaliar projetos, participar de duas reuniões em uma semana e ser ativo cumprindo o papel que lhe foi designado nas urnas que é legislar em prol da população.

Já finalizando temos que ressaltar que temos bons políticos e boas pessoas na política. Não somos inimigos de nenhum vereador ou político de nossa cidade, e até acreditamos que eles tem condições de fazer um trabalho exemplar e louvável em nossa cidade. Mas diante do que estamos presenciando se não expormos isso, se não alertarmos e criticarmos as autoridades pela postura que deve ser melhor analisada, vamos acabar deixando de ser O Popular, e assim seremos submissos e faremos apenas mais um pouco do mesmo.

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