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Investir em automação logística é um caminho sem volta para indústria

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Com uma concorrência cada vez mais feroz, especialmente por um consumidor mais exigente,  mais empresas estão buscando investir em sistemas que melhorem a produtividade e gerem economia para seus negócios. É o caso do investimento em automação logística, que faz parte do conceito da Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada, sistema produtivo que alia alta tecnologia em vista a uma maior produtividade com menos dependência da manual em processos.

O consultor da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Igor Hoelscher, destaca que a automação logística pode gerar uma economia significativa para a empresa, diminuindo o retrabalho, custos com mão de obra, combatendo a falsificação e pirataria de produtos, roubos, entre outros aspectos. “Na Entidade, com o Sistema de Operações Logísticas Automatizadas (Sola), trabalhamos uma metodologia aberta e fundamentada em padrões internacionais com o objetivo de integrar todos os elos da cadeia coureiro-calçadista por meio da identificação, processo e EDI, seja através do uso de códigos de barras, quanto na implementação de RFID”, conta Igor, ressaltando que o fato é uma realidade no setor de alimentos, por exemplo, mas que em outros setores ainda engatinha lentamente. “No setor calçadista, as empresas, gradualmente, estão tomando consciência da importância da automação logística. Atualmente, grandes indústrias brasileiras estão participando de maneira ativa do Comitê Gestor do projeto, como Via Marte, Grendene, Bibi, Pegada, Piccadilly, Beira Rio e Grupo Priority ”, comemora o consultor, acrescentando ainda os parceiros de outros elos da cadeia, como a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefato (IBTeC) e Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo/Campo Bom e Estância Velha (ACI).

Para Hoelscher, quanto mais empresas utilizarem o mesmo sistema, uma linguagem única para permitir o compartilhamento de dados nas relações comerciais, padronizado por meio de códigos administrados pela GS1, associação internacional presente em mais de 150 países, maiores serão os ganhos para o setor coureiro-calçadista. “A logística é ganho em escala, não fator de concorrência. Ocorre que, atualmente, muitas empresas, não somente do setor calçadista, utilizam sistemas proprietários de controle, o que além de onerar a companhia ainda perde o sentido da integração de todos os elos, desde o fornecedor até a ponta do varejo, passando pelo transportador, pois assim que o produto sai da fábrica entra em campo outro código e tudo precisa ser refeito”, comenta.

Resultados tangíveis

Um dos resultados tangíveis de maior destaque do projeto é o da Via Marte, empresa ganhadora do Prêmio Direções na categoria Gestão Industrial e do Prêmio Automação GS1 Brasil na categoria Gestão Logística na Indústria, por conta da otimização logística através dos padrões difundidos pelo Sola. Em um ano, segundo o gerente de Tecnologia de Informação da empresa, Ivair Kautzman, a economia chegou a R$ 500 mil, sobretudo em função da redução dos erros na separação de mercadorias, o retrabalho, as re-entregas, a aceleração do processo produtivo e do recebimento de insumos, melhor gestão na administração de sinistros, entre outros, já que o sistema permite rastreabilidade total dos produtos e volumes.

Segundo Kautzman, antes da adoção da automação logística, os erros de registros de caixas ficavam na faixa entre 4% e 5%, um número até considerado baixo por muitas empresas do setor calçadista, mas que geram ruptura e desgaste na relação comercial quando uma mercadoria é entregue errada. “Com adoção da automação, reduzimos os erros praticamente a zero”, conta.

Sola na prática

Para a utilização da metodologia difundida pelo Sola basta a empresa ter um sistema ERP e equipamentos para a leitura de código de barras ou RFID para automatizar a captura de dados na movimentação das mercadorias e trocar as informações eletronicamente com os parceiros comerciais (EDI). O Sola será apresentado, pelo segundo ano consecutivo, na Fábrica Conceito da Fimec, feira da indústria de couros, componentes, máquinas e produtos químicos para calçados que acontece entre os dias 6 e 8 de março, na Fenac, em Novo Hamburgo/RS.

A Fábrica Conceito, iniciativa do IBTeC, Coelho Assessoria e Fenac, funcionará durante a Fimec em espaço especialmente projetado para a produção de três mil pares de calçados. Na oportunidade, o Sola fará todo o gerenciamento e monitoramento das informações da produção, com rastreabilidade total do processo. Assim, o visitante poderá acompanhar, em tempo real, os resultados da fabricação de calçados, seja nos monitores da fábrica ou no seu próprio celular, através do acesso por um link que será disponibilizado durante os dias da feira.

Fimec

A Fimec 2018 contará com mais de 500 expositores dos principais países produtores de insumos e tecnologias para o setor calçadista. Nos três dias, são esperados mais de 30 mil visitantes, sendo cerca de quatro mil deles estrangeiros. Para mais informações sobre a mostra acesse www.fimec.com.br

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