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Carteiros de Nova Serrana aderem a greve dos Correios

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A maior empresa de logística do país, os Correios, amanheceu nesta terça-feira, dia 18 de agosto em greve. Ao todo cerca de 100 mil servidores em todos os estados do Brasil aderiram a uma greve desencadeada na noite da última segunda-feira.

Em Nova Serrana, segundo informações repassadas por um dos servidores dos Correiros, 100% dos carteiros da cidade aderiram a greve e estão parados nesta terça-feira.

As reivindicações dos funcionários não é para que haja aumento, e sim, tão somente, para que seus direitos sejam mantidos.

“Não estamos pedindo aumento, só estamos querendo manter o que temos! Estão tirando os nossos benefícios. Nosso acordo coletivo tem 79 clausulas retiraram 70”. diz o servidor que pediu para não se identificar.

Seguindo os servidores consideraram – “nós, trabalhadores da Empresa de Correio e Telegrafo (ECT), não estamos aqui lutando por aumento de salário, e sim pela manutenção e garantia dos direitos outrora conquistados, uma vez que a mesma se recusou a manter a própria proposta de manutenção do acordo coletivo por dois anos. Prática abusiva e desrespeitosa com todos os funcionários”.

Conforme apontado pelo servidores de Nova Serrana “os correios durante toda a pandemia foi eleita como empresa da prestação de servido de caráter essencial. Foi a única empresa pública considerada de serviço essencial que não parou durante a pandemia. Foi a única que continuou mantendo os serviços regularmente, lucrando regularmente e não depende de verba pública para funcionar, ela é superavitária em todos os âmbitos”.

Seguindo os servidores afirmaram. “O Correio ao longo do tempo reduziu o número de funcionários, aumentou a capacidade de entrega e está sugando isso do lombo de funcionário que teve a força reduzida. Hoje somos cerca de 70 mil carteiros para atender 200 milhões de pessoas no país inteiro, como a empresa está tendo prejuízo? É a maior empresa de logística da América Latina e quer tirar o lucro em cima dos funcionários que estão trabalhando de sol a sol, para tentar conseguir a demanda da empresa”.

Diante desse cenário, os carteiros de Nova Serrana, salientam ainda que vão permanecer em greve, lutando por seus direitos, enquanto os mesmos não forem garantidos.

“Todo o efetivo de carteiros do Centro de Distribuição (CDD) de Nova Serrana estão parados, não há previsão de volta se os nossos direitos não forem garantidos, tal qual estabelecido no acordo coletivo, não vamos arredar o pé. Tem muito chefe político falando que nós temos regalias, essas pessoas sugam da empresa cerca de R$ 46 mil por mês e ainda falam que nós funcionários da linha de frente temos regalias. A única coisa que estamos pedindo é a manutenção dos direitos em acordo coletivo”. finalizou o servidor.

Se seguirem a rigor o movimento nacional, a perspectiva para retornarem ao trabalho em Nova Serrana ainda não tem previsão, isso porque a paralisação ocorre por tempo indeterminado.

Greve nacional

Conforme pontuado pelo servidor dos correiros de Nova Serrana, em todo o país os protestos são contra a retirada de direitos, a privatização da empresa e a ausência de medidas para proteger os empregados da pandemia do novo coronavírus, informou a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect).

Em nota, a federação afirma ter sido surpreendida com a revogação, a partir de 1º de agosto, do atual acordo coletivo, cuja vigência vai até 2021. Segundo a entidade, 70 cláusulas com direitos foram retiradas, como 30% do adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais, além de pagamentos como adicional noturno e horas extras.

Sobre as ações da empresa para enfrentamento da pandemia, a federação relata que teve de acionar a Justiça para garantir aos empregados equipamentos de proteção individual, álcool em gel, testagem e afastamento daqueles integrantes de grupos de risco e dos que coabitam com crianças em idade escolar. A entidade afirma que se trata de estratégia para precarizar e privatizar a empresa.

“O governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Somos responsáveis por um dos serviços essenciais do País, que conta com lucro comprovado, e com áreas como atendimento ao e-commerce, que cresce vertiginosamente e funciona como importante meio para alavancar a economia”, disse o secretário geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.

Em nota, os Correios informaram ter um plano de continuidade de negócios para manter o atendimento à população em qualquer situação adversa. A estatal informou que o objetivo primordial é cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, de forma a retomar a capacidade de investimento e sua estabilidade, e manter os empregos dos funcionários.

  • Fonte: Com informações  Agência Estado –  Infomoney

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