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Fiat empenha técnicos no conserto de respiradores danificados em Minas

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Cerca de dez profissionais da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, estão dedicados ao conserto de respiradores mecânicos que estavam inutilizados em unidades hospitalares do Estado.

A montadora faz parte de uma força-tarefa criada com o objetivo de reparar esses equipamentos, considerados essenciais no tratamento de pacientes graves de Covid-19, e devolvê-los à rede de saúde, para o enfrentamento da pandemia.

“É um meio de dar uma resposta rápida. O depoimento do pessoal que tem atuado diretamente na manutenção é muito no sentido de um trabalho gratificante. Eles sabem que estão, de certa forma, em risco, porque não estão respeitando a quarentena, mas reconhecem que o propósito é maior e que a atividade deles vai impactar no número de vidas salvas lá na frente”, afirma o gerente de Assuntos Regulatórios e Compliance da FCA, Leonardo Amaral.

Atualmente, 21 respiradores estão na fábrica da empresa em Betim para manutenção. O reparo de parte deles já foi concluído, e alguns estão apenas aguardando a calibração e o teste final.

Mas a expectativa é que dezenas de novos aparelhos cheguem ao local nos próximos dias, devido à iniciativa do governo de Minas de recolher os equipamentos em desuso em todos os estabelecimentos hospitalares do Estado.

Até o momento, 220 respiradores já foram coletados pela Polícia Militar (PM) para conserto – dados oficiais do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) indicam que há 373 aparelhos inutilizados no Estado atualmente, mas o número real pode ser maior.

A FCA deve receber parte desses equipamentos. O trabalho será dividido com profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da ArcelorMittal, que atuam no Centro de Inovação e Tecnologia (CIT), no Horto, na região Leste de Belo Horizonte.

“Não temos uma divisão formal, mas a expectativa é que cada um fique com metade, até para ninguém ficar sobrecarregado. Estamos trabalhando em bastante sintonia”, diz Amaral.

No total, cerca de 15 profissionais da FCA trabalham no projeto, nas compras, no setor de suprimentos, na organização e na manutenção dos aparelhos. Os dez que atuam diretamente no conserto dos respiradores têm formação técnica. Alguns são engenheiros eletrônicos e mecatrônicos, por exemplo, e já conhecem a maioria das peças.

“As máquinas não são muito diferentes, mas a finalidade, ligada a engenharia clínica e equipamentos hospitalares, é o grande diferencial, por isso eles passaram por uma série de treinamentos, virtuais ou presenciais, para estarem aptos a identificar os eventuais defeitos e realizar as manutenções necessárias para a solução dos problemas”, pontua Amaral. Segundo ele, o número de técnicos envolvidos diretamente no conserto pode crescer nas próximas semanas.

Os problemas variam: alguns respiradores demandam apenas uma limpeza técnica ou a troca de componentes simples. Outros necessitam de peças mais específicas, e o tempo de resolução é maior nesses casos. “Há aparelhos em que, com um a três dias, nós conseguimos dar solução ao problema. Outros precisam ficar conosco até que as peças solicitadas cheguem”, explica o gerente.

Todo o trabalho está sendo realizado em um laboratório de eletrônica na fábrica da FCA, normalmente utilizado para a manutenção de equipamentos da linha de montagem da companhia, que está paralisada por causa da pandemia. A previsão é de suspensão das atividades fabris até o final de abril.

Foto/Fonte: João Leus/ O Tempo

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