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Exportações de calçados caem mais de 10% e países asiáticos lideram importações para o Brasil

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Mesmo com altas taxas China se torna a terceira maior importado do produto para o Brasil, Vietnã e Indonésia encabeçam a lista.

O ano de 2018 não foi necessariamente o melhor vivenciado pela indústria calçadista brasileira quando se trata de exportações. Segundo informado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) foram registradas  quedas de vendas do setor para o exterior ao longo de praticamente todos os meses do ultimo ano, levando as exportações a despencarem.

Conforme dados elaborados pela Abicalçados, foram embarcados 113,47 milhões de pares por US$ 976 milhões, queda de 10,8% em volume e de 10,5% em valores no comparativo com 2017.

Separando apenas o último mês de 2018, as exportações alcançaram 13 milhões de pares US$ 97,6 milhões, quedas de 24,3% em volume e de 16,5% em receita ante o mês correspondente de 2017.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que as bruscas oscilações cambiais, provocadas sobretudo pelas incertezas políticas do período eleitoral e pelo aumento dos juros nos Estados Unidos, prejudicaram os embarques ao longo do ano.

As perspectivas e fatos negativos foram ainda somadas as paralisações dos caminhoneiros, em maio, e os altos custos de produção. “A partir deste ano, porém, com um ambiente mais seguro para os agentes de exportação, devemos obter incrementos”, projeta, ressaltando que existem boas expectativas de recuperação, especialmente para o mercado norte-americano. “Existe uma tendência, por conta a guerra comercial travada entre os Estados Unidos e China, de substituição das importações de calçados asiáticos naquele país”, acrescenta Heitor Klein.

Principais destinos

A recuperação do mercado norte-americano, inclusive, já se fez sentir no último mês de 2018. O único dos três principais destinos estrangeiros do produto nacional a obter saldo positivo no mês 12, importou 2,17 milhões de pares por US$ 25 milhões, incrementos de 51% em volume e de 26,8% em receita no comparativo com o último mês de 2017. Com isso, no acumulado, os Estados Unidos importaram 10,76 milhões de pares por US$ 166,78 milhões, quedas de 5% em pares e de 12,2% em dólares em relação a 2017.

O segundo comprador estrangeiro foi a Argentina, que em dezembro importou 418,4 mil pares por US$ 5,24 milhões, quedas de 47,3% em pares e de 28,5% em receita ante o mês correspondente do ano anterior.

No acumulado de 2018, os argentinos importaram 11,8 milhões de pares verde-amarelos por US$ 139,38 milhões, incremento de 2% em volume e queda de 5,2% em receita no comparativo com o ano anterior. “A Argentina passou a diminuir suas importações de calçados brasileiros a partir dos últimos meses do ano passado, especialmente por conta da crise interna e brusca desvalorização do peso ante o dólar, o que encareceu os produtos dolarizados”, avalia Klein.

Tendo importado 910,8 mil pares por US$ 6,53 milhões em dezembro, quedas de 47,3% em volume e de 28,5% em receita ante mesmo mês de 2017, o terceiro país importador de calçados brasileiros de 2018 foi a França, para onde foram embarcados 7,34 milhões de pares que geraram US$ 57 milhões, incremento de 5,7% em volume e queda de 2,5% em dólares na relação com 2017.

Origens

Nova Serrana não esteve entre os maiores exportadores do Brasil em 2018. Segundo os dados da Abicalçados no ultimo ano a principal origem do calçado exportado foi o Rio Grande do Sul. Das fábricas gaúchas saíram 27,18 milhões de pares que geraram US$ 428 milhões, quedas de 3,4% em volume e de 5,2% em receita no comparativo com 2017.

O segundo exportador foi o Ceará, de onde partiram 40,9 milhões de pares por US$ 248,8 milhões, quedas de 18% em pares e de 14% em receita ante 2017.

O terceiro exportador foi São Paulo, de onde foram embarcados 7 milhões de pares que geraram US$ 103,7 milhões, quedas tanto em volume (-4,1%) como em receita (-8,6%) em relação ao ano anterior.

Importações tiveram alta

Um fator visto como risco para a indústria calçadista nacional foi o aumento da importação do produto. Em 2018, entraram no Brasil 26,6 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 347,55 milhões, incrementos de 11,8% em volume e de 2,2% em receita ante 2017.

Ainda que a indústria de calçado chinesa, uma das maiores ameaças para o setor brasileiro, vivencie altas taxas que inibem a importações, o país foi um dos três maiores importadores para o mercado brasileiro.

As principais origens foram os países asiáticos. No período, o Brasil importou 12 milhões de pares por US$ 192,48 milhões do Vietnã, altas de 11,8% e de 2,7%, respectivamente, na relação com 2017.

Da Indonésia, segunda origem, partiram 4,4 milhões de pares por US$ 65,36 milhões, alta de 3% em volume e queda de 0,5% em receita em relação ao ano anterior.

A terceira origem do calçado importado foi a China, de onde foram embarcados 7,4 milhões de pares por US$ 36 milhões, incrementos de 32,3% e de 15,7%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

Em partes de calçados as importações também registraram incremento, de 16,5%, chegando a 12 milhões. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

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