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Câmara Municipal de Nova Serrana

Exclusivo: Osmar Santos abre o jogo

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Vereador afastado fala sobre processo de cassação, lista prefeito como testemunha de defesa e promete expor crimes de demais vereadores de Nova Serrana

Na última sexta-feira, dia 15 de maio, foi protocolado na Câmara Municipal a defesa prévia do vereador Osmar Santos, relacionada ao processo de cassação movido no legislativo municipal. Com o Protocolo o edil se tornou o último dos seis vereadores afastados a protocolar suas defesas.

Com a demora no protocolo da defesa, chegou a ventilar nos corredores da Câmara, que a demora de Osmar seria uma estratégia para estender e dificultar o processo de cassação, no entanto segundo o ex-presidente o fato é justamente o contrário.

Osmar vem movimentado nos bastidores e em sua defesa protocolada algumas surpresas já foram colocadas na mesa. Entre elas o edil arrolou o prefeito Euzebio Lago, que inclusive é o autor da denúncia que deu início ao processo de cassação, como sua testemunha de defesa.

Diante da surpresa, nossa reportagem entrou em contato com o vereador e produziu uma entrevista EXCLUSIVA e cheia de polêmicas, onde Osmar Santos fala sobre sua defesa, se mostra convicto sobre não ser cassado e ainda, promete que vai jogar conforme o jogo, e vai expor verdadeiros crimes que foram cometidos no legislativo e no executivo municipal.

Osmar você foi o último vereador a protocolar sua defesa, e também fez no final do prazo, essa medida foi tomada para que você ganhasse tempo e dificultasse o processo?

Não hoje o interesse nosso é que seja votado o quanto antes possível! A questão de entrar com a defesa no último dia é porque eu não estava na cidade, cheguei em Nova Serrana nos últimos dias e por esse motivo protocolamos por último. Não é objetivo que o processo demore, pelo contrário, quero que isso seja exposto o quanto antes, resolvido o quanto antes.

Seu Jurídico já avaliou o processo; foi encontrado falhas nos tramites?

Essa defesa que foi apresentada é uma defesa prévia. Mas posso dizer que até o momento aparentemente o procedimento está correto.

E quanto aos vereadores, você tem acompanhado os trabalhos; a conduta deles está dentro do esperado?

Ainda não tive acesso a nenhum deles nem tive acesso à Câmara.  Pelos vereadores que estão na minha comissão acredito que vai correr da melhor maneira possível o processo.

Osmar você disse que o objetivo seu é que o processo seja votado o quanto antes, mas se você for cassado deixa de receber o salário do legislativo. Porque você tem esse objetivo de que o processo seja resolvido rapidamente?

A questão é que tudo isso gera um desgaste muito grande. Nós sabemos que não há chance de sermos cassados, até porque não vejo crime meu e de nenhum dos demais vereadores afastados. Falando por mim não acredito que cometi nenhum tipo de crime, de tanto que ainda não fomos julgados, só existe a denúncia.

Mas o fato dos assessores não estarem na Câmara no horário de trabalho seja uma irregularidade?

Não acredito que esse ato do assessor não permanecer na Câmara de 12h as 18h é um crime, se for crime pode cassar os 13 vereadores porque nenhum assessor de vereador fica na câmara de 12h as 18h.Tem assessor de vereador, que temos testemunha, temos prova, que por volta das 15 horas em alguns dias da semana não estava na Câmara, mas sim se encontrava na igreja evangélica onde é pastor. Particularmente não vejo isso como crime porque teve vezes que às 7h ele estava no CAPS resolvendo coisas do gabinete. Nenhum vereador ou assessor ocupa seu cargo somente de 12h às 18h, acredito que isso não é crime. Posso afirmar que teve coisa muito mais grave que vereador cometeu que sequer foi denunciado. Agora se de fato é ferro e fogo, vamos começar a denunciar questões referentes a vários vereadores nesse sentido.

Você disse que pode afirmar que coisas mais graves foram cometidas por vereadores como o que por exemplo?

Tem muita coisa que vamos no momento oportuno dar publicidade. Existe vários motivos, por exemplo, vereador que praticou nepotismo, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que nada mais é do que um acordo onde ele aceitou que de fato cometeu algum crime e de fato fica sem punição. Tem outras coisas que vamos deixar para momento oportuno, e adianto, coisas que dizem respeito aos vereadores e ao executivo.

Quanto aos vereadores tudo bem, você acompanhou o dia a dia do legislativo, mas você também tem fatos contra o executivo?

Tem também com certeza irregularidade relacionado ao executivo, o meu tempo como vereador eu dedicava mais a ajudar as pessoas, mas vi que essa gestão que está ai a preocupação deles é em picuinhas e não com a sociedade. Eles querem importunar grupos políticos e se querem jogar desse jeito, então chega de ficar calado.

Certo, mas foi por esse motivo você arrolou Euzebio como sua testemunha de defesa no processo de cassação?

É só olharmos para os fatos, foi na gestão de 2009 à 2012 que foi criado o cargo de assessor parlamentar, quem criou o cargo de assessor parlamentar foi o prefeito que era presidente nessa época. É importante deixar claro que naquele período os assessores de todos os vereadores, inclusive os dele, sequer compareciam na câmara. A lei não mudou, se hoje é crime o assessor não comparecer de 12h às 18h na Câmara, naquela época também era crime, e minha dúvida é, porque ele como presidente não corrigiu isso? Dessa forma eu vejo que a denúncia não foi feita por um crime, mas como perseguição política.

Sua perspectiva não está errada, mas naquela época não existia nem sede do legislativo.

A lei não diz respeito a gabinetes, ela diz respeito ao trabalho do assessor, se hoje é crime, no passado também era, o estranho é que isso seja somente agora denunciado por alguém que viu isso acontecendo quando era presidente do legislativo.

Ainda sobre as irregularidades, existem atos irregulares sendo praticados pelo executivo?

Atualmente existem provas de irregularidades sim, serão varias apresentadas, mas vamos deixar para um momento oportuno. Posso adiantar que tem secretário da prefeitura em horário que ele deveria estar prestando serviço ao município ele está trabalhando de forma particular em seu escritório. São várias irregularidades que serão denunciadas em momento oportuno.

Então o executivo é conivente, pratica a mesma irregularidade a qual ele denunciou contra vocês?

Veja só, tem secretário ai que é dono de jornal, vou até citar o nome dele, Hudson Bruno, ele fala demais! Fala que é uma vergonha a situação dos vereadores, coloca isso na capa do jornal, mas ele foi assessor de um vereador, do Adilson Pacheco, que hoje também é secretário do executivo. O dono do jornal sequer compareceu na Câmara. Tinha também o outro assessor do vereador Adilson, Bruno Oliveira, ele era assessor mas fazia um programa na rádio de 12h às 15h então como ele cumpria o horário de 12h as 18h na Câmara. Quando hoje eu vejo o jornal do secretário falando que é uma vergonha pra Nova Serrana, fico por entender porque ele praticou isso por quase quatro anos, e agora vem falar que é vergonha. Eles cometeram isso na Câmara, e hoje trabalham com o prefeito, eles não acham que as atitudes deles quando estavam no legislativo também é crime?

Osmar dando continuidade, então qual próximo passo; você vai cooperar para que o processo de cassação tramite com agilidade?

Eu acredito em minha inocência e quero muito que isso aconteça, tendo a oportunidade quero que seja aceito o pedido de cassação para dar prosseguimento. Não quero que seja arquivado, quero que tudo seja mostrado, para que eu prove minha inocência e também assim vou ter a oportunidade de mostrar para toda a cidade, dentro do processo de cassação, várias irregularidades cometidas por outros vereadores que não foram afastados. Hoje no legislativo têm muitos poucos vereadores que defendem a honestidade, a ética, que não são pau mandado do prefeito e acreditamos muito nestes vereadores. Queremos que o processo ocorra o quanto antes.

Esse desejo de agilizar o processo de cassação, tem relação com as eleições deste ano?

Tem alguns vereadores que estão preocupados com eleições, mas eu não estou preocupado. Se a eleição fosse hoje eu não seria mais candidato, até por questões de saúde eu não pretendo mais ser candidato. A minha intenção no processo é mostrar que sou inocente. Eu desconheço alguém que consiga provar que eu tirei R$ 0,50 centavos da câmara como vereador e como presidente então eu quero que os fatos sejam esclarecidos.

Bom você novamente citou que nunca pegou nada do legislativo, que não tirou dinheiro da casa. Existe outro processo de cassação contra você, relacionado a um cartão corporativo, nesse você também deseja que tudo corra com a mesma agilidade?

Com relação ao outro processo eu também quero que seja colocado às claras, eu nem sei o que se trata. A Câmara sequer tem cartão corporativo, conseguiram um contrato que não tem assinatura nem minha nem da Câmara. Para você ter ideia sobre isso, o Ministério Público (MP) suspendeu o processo, até agora não foi apresentado à justiça nenhuma denúncia, na cassação não tem nenhuma prova anexa, meu jurídico tentou acessar o processo junto à câmara pela internet. Acredito que o MP possa arquivar em definitivo essa denúncia porque vão investigar e vão perceber que não existe nada do que foi dito. Tenho que reforçar também que a Câmara nunca pagou um centavo deste cartão, não houve nenhum prejuízo. Tem muita conversa falando que Câmara pagou a divida, mas isso não é verdade.

Osmar para encerrar esta entrevistas, deixamos nossas páginas abertas para suas considerações finais.

Minhas considerações são que estou pagando um preço muito caro por ter escolhido defender a população mais humilde do município, classe que é preterida, que o prefeito é contra. Eu entrei na política pobre e hoje estou mais pobre. O prefeito defende muito o grupo de empresários e entramos em atritos sérios, a justiça já definiu, por exemplo, sobre a questão do José Silva de Almeida. O meu afastamento é importante para o prefeito porque jamais em Nova Serrana teve uma presidência do legislativo que fez o que eu fiz pelo pobre, melhorando o CAC, dando atendimento jurídico gratuito, investindo na escola do legislativo, dando voz ao pobre. Em minha gestão a Câmara deixou de ser um puxadinho do executivo e estou pagando esse preço por isso, mas sinceramente não me arrependo de ter por isso.

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