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Minas

Demanda por testes de Covid-19 cresce 47% em farmácias de Minas

Israel Silveira

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Redes que fazem o diagnóstico registram aumento em dezembro; resultados positivos disparam

A vontade de viajar ou festejar com a família levou muita gente a procurar os testes da Covid-19 na reta final do ano. Só no último mês, a demanda nas farmácias cresceu 47,8% em Minas Gerais, segundo dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). E não foi só a procura que disparou: a taxa de resultados positivos também está em alta. Pelo menos 16 de cada cem mineiros testados estavam com a doença. Há um mês, eram 14.

Os números mostram uma média registrada em todo o Estado. Em alguns grandes grupos, como a Araujo, o aumento foi muito maior. De acordo com a coordenadora técnica dessa rede, Isabel Dias, a testagem cresceu mais de 150% em relação a julho, no pico da pandemia do coronavírus, e a taxa de exames positivos dobrou. “Naquela época, a gente tinha por volta de 11% a 12% de resultados positivos. E hoje estamos entre 20% e 25%”, afirma Isabel.

A coordenadora espera uma nova onda de crescimento para janeiro. “No retorno das festas de fim de ano, a gente acredita que as pessoas devam procurar de novo”, explica Isabel. Ela estima que oito de cada dez pessoas que procuraram o teste no fim deste ano estavam sem sintomas.

Das 250 lojas da Araujo, 190 realizam testes, que variam de R$ 220 (antígeno) a R$ 350 (PCR). Para dar conta dessa demanda extra da virada do ano, a empresa reforçou o quadro de funcionários. “Estávamos com o drive-thru e agora também estamos com cabines, já pensando no período das chuvas”, anuncia Isabel.

Os laboratórios também registraram um forte crescimento nos últimos dias. Só nos primeiros 17 dias de dezembro, o Hermes Pardini realizou 183 mil exames RT-PCR, alta de 80% em relação ao mesmo período de novembro.

Até o dia 23 de dezembro, o laboratório Lustosa já tinha registrado aumento de 64% nos testes de Covid (RT-PCR, pesquisa de antígenos e sorológicos). Mas, na semana que antecedeu o Natal, a demanda cresceu 100% em relação à semana anterior. O diretor de relacionamento e comercial do Lustosa, Mozart Chaves, explica que, apesar do crescimento das últimas semanas, o laboratório tem registrado a mesma taxa de resultados positivos do mês de julho, na casa dos 18%.“

A gente acredita que a demanda cresceu pelo interesse de as pessoas saberem se estão com a doença, para seguirem nos seus festejos”, afirma Chaves, lembrando que os preços vão de R$ 90 a R$ 239, dependendo do tipo de teste. Segundo ele, mesmo as pessoas fazendo o RT-PCR, antígeno ou mesmo o sorológico, a recomendação é que mantenham as medidas de segurança. “Uso de máscaras e higienização serão muito importantes para evitar a propagação da doença”, alerta Chaves, que é farmacêutico e bioquímico.

Recomendado para ser feito entre o segundo e o décimo dia de sintoma ou contato com alguém doente, o PCR detecta a presença da Covid. O antígeno é indicado para ser feito entre o terceiro e o sétimo, e o resultado pode sair em 20 minutos. Já o sorológico é para investigar se a pessoa já teve contato com o vírus.

  • Fonte: O Tempo
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