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Economia

Comércio em queda e muito trabalho pela frente

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Após redução constatada entre os meses de maio e junho, empresários e executivo buscam formas de aquecer o mercado e estimular o comércio em Nova Serrana

Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,5% de maio para junho deste ano. Com a queda, o indicador alcançou 86,7 pontos em uma escala de zero a 200 pontos.

Há 38 meses, o indicador está abaixo do patamar dos 100 pontos, o que demonstra insatisfação persistente das famílias em relação às condições de consumo. Na comparação com junho de 2017, no entanto, foi registrada uma alta de 12,4%.

Os dados apresentados com relação ao comércio de todo o pais são notados também em Nova Serrana e empresários e gerentes de lojas e empresas da cidade apontam que no mês de junho o consumidor tem se mostrado receoso quanto às compras e investimentos.

 Comércio afetado

Nas lojas de Nova Serrana os receios do consumidor tem sido notado pelos comerciantes dos mais diversos segmentos. Indo além da indústria calçadista se percebe ainda que as crises vivenciadas no último mês foram um estimulo para que o comércio desacelerasse.

Segundo o gerente da empresa Duarte Enxovais, Leonardo Greco, comparado a expectativa que se tinha para o comércio anual é possível perceber a queda do consumo por parte da população.

Leonardo explica que a queda pode sim ser justificada com a falta de estabilidade do mercado com as greves e ainda foi agravada pela Copa do Mundo. “Mesmo com o cenário atual do país, onde se fala muito em crise, o mercado vinha correspondendo bem ao longo do ano. Com a greve dos caminhoneiros e agora com o início da Copa, o comércio deu uma esfriada. Muitas pessoas ficaram com medo de se endividar após esse período de greve e outras, como já é de costume dos brasileiros, já estão mais preocupadas com a Copa”. Diz Leonardo.

O gerente ainda afirma que a expectativa é que o mercado volte a reaquecer a partir do mês de julho. “A expectativa pra nós é que, com a chegada do inverno e o término da Copa o comércio volte a reagir e as vendas voltem ao normal”. Afirmou o gerente da Duarte Enxovais.

Setor industrial também foi impactado

Para o sócio proprietário e diretor da empresa Inogravi, Ilson Bento de Oliveira Junior, após um inicio de ano promissor, o mês de junho os resultados não foram nada positivos.

De acordo com o diretor da Inogravi, existia uma boa expectativa de crescimento esse ano, tendo em vista que o mercado começou aquecido. Contudo no mês de junho houve uma queda em todos os setores. “Para o mercado de Nova Serrana houve um impacto negativo de vendas. Instabilidade politica, greves e outros fatores fizeram o consumidor ficar mais atendo aos seus gastos e administrar melhor seus recursos”. Expôs Junior.

Com a queda o empresário afirma que mudanças foram necessárias para que as empresas se mantivessem ativas no mercado. “Estamos trabalhando e adaptando ao mercado, tivemos que mudar nossas formas de vendas e comercialização de nossos produtos”. Ponderou.

Ainda segundo o empresário, o segundo semestre é um cenário ainda incerto para todos os setores do comercio. “As perspectivas desse ano ainda são incertas, mas creio que o mercado ainda irá se aquecer nesse segundo semestre”. Disse Junior

Queda também e notada na prestação de serviços e setor imobiliário

Segundo o despachante e empresário do setor imobiliário, Ivan Bini, tanto no segmento de comércio de veículos quanto no setor imobiliário é possível notar o desaquecimento, e no que tange aos imóveis a queda vem desde 2016.

De acordo com o empresário, a falta de crédito é um dos motivos para a queda no comércio. “Mercado de imóveis vem caindo desde 2016. Existe muita procura, mas as linhas de crédito estão limitando muito. Podemos observar também como consequência a queda no preço dos imóveis que chegaram a um patamar bem alto em Nova serrana e hoje estão em baixa. Quando olhamos para o comércio de veículos percebemos que também está havendo uma queda, afinal, se não há filas para vistoria e emplacamento é porque não está tendo compra ou troca de veículos”. Afirmou Ivan Bini.

CDL

O posicionamento de estimulo do comércio é visto como prioridade para Câmara de Dirigentes Lojistas de Nova Serrana. De acordo com o setor de comunicação da instituição, a CDL sempre teve como foco principal em suas ações a valorização do comércio local, que é como sabemos, abundante em qualidade e diversidade de produtos.

Em nota a CDL afirma que a diretoria tem como preocupação principal manter seus associados atualizados, ligados às realidades que norteiam uma administração eficaz, seja através de palestras, que contribuem periodicamente para sustentação de equipe bem preparada, seja com cursos voltados para o bom atendimento aliado a vendas bem feitas em suas várias etapas e diversas nuances.

A CDL está sempre presenteando consumidores locais, que valorizam o comércio de Nova Serrana com promoções cativando-os com vários prêmios de várias modalidades, como por exemplo, o selo “Campanha aqui eu moro aqui eu compro”, com o intuito de conscientizar o consumidor sobre a importância do mesmo valorizar o comércio do município de onde vive, pois com esta pratica ele gera mais impostos, mais trabalho e mais recursos para ser investido na cidade onde mora.

Ainda de acordo com a comunicação da CDL Nova Serrana a instituição segue em busca de ações que possam somar forças junto ao comércio local principalmente junto seus associados.

O executivo e o comércio de Nova Serrana

De acordo com os dados da secretaria Municipal de Indústria e Comércio, atualmente Nova serrana conta com mais de 7 mil empresas registradas. Ao todo são 3.340 empresas cadastradas ativas sendo que destas, 1069 são comércios. E ainda, o município conta com 4020 Meis, onde destes 1409 são do setor de comércio.

Segundo o secretário da pasta, Marcelo Caires, diante de uma demanda de mais de 2400 empresas que atuam somente no comércio, a prefeitura tem se posicionado estimulando o comércio mesmo perante um período de instabilidade.

O secretário aponta “que a prefeitura tem atuado em parceria com a única instituição voltada exclusivamente para o comércio que é a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), entramos com total apoio em todas as ações tomadas pela instituição, estamos levando novidades para que o CDL tenha condição de tomar inciativa e aquecer o comércio local, como por exemplo a questão do natal iluminado realizado em 2017, que estimula a população a sair de suas casas e interagirem com o comércio nas lojas de Nova Serrana”, pontuou o secretário

Os resultados segundo Marcelo foram positivos a ponto do executivo fechar outras parcerias para realização de campanhas durante as principais datas comemorativas ao longo dos anos e da atual gestão.

O secretário ainda pontua que a prefeitura tem “estimulado a vinda de grandes redes de lojas para a cidade, entramos em contato, fizemos um portfólio dos resultados da cidade, apresentando o município desde perspectivas de crescimento até renda e resultados que a cidade apresenta, assim a gente conseguiu apresentar uma outra cara da cidade, e tivemos êxito, obtendo a vinda de grandes lojas como Americanas, Rede, Drogaria Araújo, o atacarejo Economart, e assim mostramos que a cidade tem potencial, estimulamos o crescimento do comércio e nada sai de custo dos bolsos do município”. Explicou Marcelo.

“Estamos estudando a possibilidade e já está bem encaminhado a possibilidade da abertura de uma filial do CEASA em Nova Serrana, e nosso objetivo é proporcionar uma geração de emprego ainda maior no setor de comércio local, somente o Economart vai gerar em torno de 300 empregos e ainda assim viabilizamos formas da população de Nova Serrana consumir dentro de nossa própria cidade, e assim estimulamos o comércio local”. Finalizou o secretário.

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