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Agente de saúde diz que ‘vacina da Covid está sobrando’ e imuniza marido em MG

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Três profissionais da saúde de São José da Lapa, na região metropolitana de Belo Horizonte, foram conduzidas à delegacia, nesta sexta-feira (18), após vacinarem o marido uma delas e dois amigos dele em uma praça no centro cidade. À Polícia Militar, o homem, de 47 anos, contou que a companheira, uma agente de saúde, de 39, entrou em contato com ele afirmando que teria vacina “sobrando”.


De acordo com o boletim de ocorrência da corporação, os militares foram acionados na sede da prefeitura, onde fizeram contato com o secretário municipal de saúde. Ele contou que, por volta das 13h, recebeu dois vídeos pelo WhatsApp em que as gravações mostravam duas funcionárias da prefeitura em via pública vacinando um homem.

O secretário acionou as coordenadoras de vigilância em saúde e de atenção básica. As profissionais foram identificadas por elas e convocadas para uma reunião. Ao questionarem a agente de saúde e as duas técnicas de 40 e 28 anos se estavam vacinando na rua, elas negaram. Foi solicitada a lista de vacinação, que não foi entregue.

No entanto, ao ser questionada se havia vacinado o marido, a agente de saúde disse: “vou falar a verdade, vacinei sim”. A mulher contou que foi usada a vacina AstraZeneca no companheiro e nos dois amigos dele. A aplicação teria sido realizada pela técnica de enfermagem mais velha.

A agente contou que estava com as duas colegas de trabalho realizando a vacinação contra gripe em pessoas acamadas e a vacinação contra Covid-19 em pessoas com comorbidades. Durante o trajeto, ela afirmou ter encontrado o marido e mais dois amigos e resolveu aplicar a vacina contra o Coronavírus no companheiro e nos outros dois homens.

A agente disse que não foi realizado nenhum pagamento para a aplicação das vacinas. Questionadas pelos policiais, as duas técnicas de enfermagem afirmaram que iriam se pronunciar apenas em juízo.

Quando questionadas se outras pessoas, além dos três homens, também teriam recebido doses da vacina, elas ficaram em silêncio.

O que os vacinados disseram 

Em conversa com os militares , o marido da agente de saúde contou que recebeu um telefonema da mulher contando que “estavam sobrando vacinas da Covid-19”. E que ele e os amigos poderiam descer para São José da Lapa para que o imunizante fosse aplicado.

Os amigos do homem, de 38 e 37 anos, contaram que trabalham com ele. Nesta tarde, ele teria dito que “em São José da Lapa vão ter doses da vacina do Covid, que vão ser descartadas. Vocês têm interesse em tomar?”.

Os dois aceitaram e deslocaram até a cidade para vacinação. Todos eles disseram que a vacinação não envolveu pagamento nenhum.

Relatórios de comorbidades

Durante a reunião na prefeitura, uma das coordenadoras pediu que fossem apresentados os relatórios de comorbidades dos vacinados, mas as profissionais afirmaram que não pegaram.

A agente alegou que os homens têm comorbidades, estão no grupo prioritário, mas não possuem relatório médico para comprovação. Os seis foram encaminhados à delegacia de Vespasiano, cidade vizinha, para prestarem esclarecimentos.

Devido ao horário, a reportagem de O TEMPO não conseguiu contato no telefone fixo da prefeitura. Foi tentado contato, pelo celular, com o prefeito de São José da Lapa, Diego Álvaro dos Santos, mas as ligações não foram atendidas.

Fonte: O Tempo

Foto: FRED TANNEAU / AFP

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