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8 de março, dia internacional da reflexão

Israel Silveira

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Hoje é dia 8 de março. Dia Internacional da Mulher.


Por muitos anos fiz homenagens, mensagens, poemas e louvações reconhecendo a mulher como um ser divino olhando nos olhos da minha companheira ou lhe falando de amor em seus ouvidos.

Hoje estou mais cético e menos entusiasmado com a data, porque acompanho a transformação da mulher e, como homem, teoricamente antagônico ao sexo feminino não me sinto confortável para falar como antes, tendo minhas companheiras como referências para homenagear cada mulher deste planeta.

Na verdade, fui criado numa família, onde entre 7 filhos 4 eram mulheres, além da minha mãe. Fui ensinado a respeitá-las, protege-las, defende-las e cuidar para que nunca fossem violentadas em suas crenças, ideias e escolhas.

Mas vejam o que acontece hoje em dia: fui orientado a levantar a tampa do vazo para não deixar respingar xixi onde minhas irmãs sentariam para fazer suas necessidades. Respeitar, ser educado e cortes, carinhoso e gentil com minhas irmãs e suas amigas foi a primeira lição recebida e fui um aluno exemplar a isso.

Acho que estamos vivendo uma mudança radical de valores, quando assistimos mulheres protestando e exigindo liberdades mostrando a nudez (quase sempre esteticamente horrorosa) nas ruas. Quando soltam verdadeiros grunhidos ao invés de reivindicações, urinam e defecam sobre símbolos que acompanham nossa cultura a séculos, cospem no chão, agridem gratuitamente como forma de impor seus conceitos e pensamentos.

Vejo a luta pela igualdade das mulheres como algo legítimo, mas fora de foco. As questões do aborto deveriam ter mulheres nas comissões e não têm. Por que será? Questões de pensões aos filhos, também deveriam ter mais atenção e participação da mulher. A igualdade salarial é assunto complicado, mas aos poucos isso está se normalizando pela meritocracia evidente nos resultados apresentados pelas mulheres.

As mulheres participam mais da política, mas com posições muitas vezes obtusas e passionais. E para ser breve, acho que até a exigência das mulheres, por homens que sejam provedores de suas despesas é legítima, apesar da forma humilhante como muitas, dominadas por vaidades extremas exigem de seus companheiros.

Por isso estou perdendo o encanto pelas homenagens às mulheres nesta data. Entendo que não temos muitos avanços a comemorar. Prefiro me encantar “por elas” como as vejo: como guerreiras do dia a dia, como fontes de ternura e amor inesgotável, inteligência e sensibilidade, vigor e beleza… Extraordinárias sedutoras!

Para que fique bem claro, não entendo a mulher como serviçal submissa às culturas machistas e ao contrário, as vejo como o melhor motivo para lutar, para conquistar e buscar a felicidade.

Me perdoem todas aquelas que ainda não me entenderam. Mas a hipocrisia dos gêneros vem criando problemas para o entendimento da nossa natureza, e mesmo que seja denominada como uma evolução, ainda podemos fazer nossas escolhas pelo instinto e sensibilidade.

Sendo assim, que todas as mulheres “de verdade” comemorem o dia 8 de março intensamente. Que reflitam sobre seu papel na natureza humana e o que está à sua volta. Que sejamos o complemento um do outro ao invés de “pares”, como algumas querem. E que o amor e os prazeres mais loucos estejam sempre presentes substituindo as razões idiotas e sem sentido.

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