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Editorial

Torcendo para que a vaca vá para o brejo

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A única coisa que o pessimista faz é sentar e ver as coisas dando errado, e quando está tudo dando certo ele afirma, espera que vai dar errado!

Quem trouxe essa afirmativa não somos nós do Popular e sim Mario Sérgio Cortella. O filósofo, professor e escritor brasileiro estava em um debate no programa pânico na rádio Joven Pan, e lá ele afirmou que os pessimistas não podem tirar a sua esperança.

O papel do pessimista segundo o professor é apenas de criticar, de se omitir e em meio a toda a bronca afirmar que como dizia anteriormente as coisas dariam errado.

Parece que Cortella estava em Nova Serrana, vendo de perto a plateia, sentar no próprio rabo e torcer para que tudo dê errado. A torcida pela falência de Nova Serrana é tão grande que parece, somente parece, que os pessimistas, partidaristas, democlassistas (se é que existe esse termo) esquecem que se o Titanic afunda, a banda vai junto com ele.

Se o barco chamado Nova Serrana afundar, primeiro os pessimistas são muito preguiçosos para nadarem e salvarem suas próprias vidas. Em segundo lugar, tudo que eles tem que carregar consigo também irá junto com o naufrágio e em meio à derrota falar que avisou não faz nenhuma diferença.

Quando olhamos para as ruas, as cobranças, as necessidades, entendemos que Nova Serrana precisa de mais do que dedos apontando para as demandas. Nova Serrana precisa de mais trabalho voluntário, mais entrega, mais cobrança sem embasamento político ou partidarista.

Nova Serrana precisa de mais gente que pense em algo que vai além do seu interesse, que busque aqui algo que não seja apenas riqueza. Afinal “o sonho americano” no Brasil, vai além de dar emprego, as pessoas sugam o que a cidade tem a oferecer; e a contra partida, onde ela fica?

Não estamos afirmando que a cidade não necessite ou que os nossos migrantes não são importantes para Nova Serrana. Estamos afirmando que todos precisamos de olhar para nossa cidade com mais zelo.

Tudo bem a maçã do vizinho é mais bonita, mas ela não está a nosso alcance e se desejamos ter frutos bons pelos lados de cá, precisamos de nos dedicar, arar a terra, plantar, regar, controlar as pragas, investir tempo e depois de um bom tempo vamos colher frutos relevantes.

Todos por aqui carregam o desejo de ser grandes. Isso faz parte da cultura da cidade. Todos querem e gostam de ser visto como os melhores, e muito antes de realmente nos tornarmos a principal cidade do calçado brasileiro, já alimentávamos o ego e balbuciávamos a verdade.

Agora precisamos de sermos grandes e ajudar a cidade a crescer em outras demandas.

Para a doença não importa o nome do gestor, para o acidentado não importa o partido do prefeito ou do presidente da câmara, para o ladrão, não importa se a vítima é de direita ou esquerda.

Se para eles não importa nada disso porque a parte “sadia” da sociedade se importa com isso, e fica até certo ponto feliz com as mazelas que eventualmente são vividas.

Quando algumas frentes politicas ficaram sabendo sobre a nossa matéria referente a dengue, que foi exposta na edição de ontem, recebemos ligações de algumas frentes, uns pedindo para sermos sensacionalistas e agressivos contra o descaso da atual gestão, outros pedindo para amenizarmos pois o prefeito controla os pernilongos.

Nosso papel é informar o cidadão, é dar a ele o subsídio para que possa opinar e agir.

Do cidadão já foi tirado a moral política, já foi tirado a certeza de que seu voto é seguro, já foi tirado o direito de opinar sem ser agredido. Muito já foi tirado, a esperança de que teremos uma sociedade melhor deve ser mantida.

Para que isso aconteça continuaremos aqui cumprindo nosso papel. Esperamos ser vistos não como pessimistas, que apenas torcem para que a vaca vá para o brejo, mas sim como parte importante da construção otimista de uma sociedade melhor.

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