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Uma retrospectiva para a esperança!

Israel Silveira

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Quem tem medo do ano novo?

O ano de 2020 trouxe bons ensinamentos. Aprendemos que a cor da cueca ou roupas íntimas pouco significam para se alcançar desejos e objetivos.

Aprendemos, que mesmo com toda a tecnologia que a ciência criou, ainda sentimos falta do abraço, do sorriso e da convivência com pessoas queridas.

Aprendemos que podemos nos assustar com a ignorância e a ganância de muita gente sem a mínima sensibilidade para com a vida boa e não a “boa vida”.

Ao final de um ano tão importante, o que podemos desejar para o próximo?

As transformações foram tantas, que nos perdemos nos traumas das mudanças inesperadas e tantas vezes violentas.

As regras para enfrentar a pandemia foram muitas, assim como a falta de consciência humanitária dos nossos governantes, que arrastaram desmandos cretinos através da mídia comprada e sem escrúpulos.

Mas aprendemos muito e a retrospectiva foi além do ano de 2020.

Vivemos hoje uma reavaliação da vida construída por muitos outros anos de passividade. O importante é que sobrevivemos para assistir demonstrações de solidariedade, carinho e gestos profundamente humanos.

Quantas vezes vizinhos tocaram músicas das sacadas de suas moradias para que outros pudessem minimizar o sofrimento de um confinamento sem propósitos?

Quando é, que no ritmo alucinante de um mundo tão tecnológico, pessoas se ofereceram para ajudar com pequenas coisas sem cobrar pelo esforço?

Como foram os encontros com familiares, que perceberam que o abraço, a simples presença reataria laços cortados no passado e as pessoas puderam realmente se conhecer?

Nas notícias massacrantes pelo sensacionalismo barato, aprendemos o valor da liberdade de pensamento e atitudes através das redes sociais, sem sofrer com as influências e opiniões viciadas.

Os filhos notaram as presenças dos pais e muitos pais finalmente entenderam o significado de seus filhos em suas vidas… E a solidariedade se misturou com a fraternidade!

Porém, ainda não conseguimos romper as amarras da maldade que envolvem o mundo e milhões ou bilhões em recursos humanitários foram desviados para os bolsos de quem não merecia nem mesmo o nosso respeito.

Proponho uma retrospectiva individual, solitária e profunda para que não fiquemos presos a um passado que já se foi. Proponho, que façamos diferente para que tudo possa ter valido a pena e esse seja o melhor dos mundos, com as melhores pessoas para aproveitar o melhor que vida tem a oferecer.

Proponho trocar a “retrospectiva pela perspectiva”, pois assim poderemos construir algo melhor.

Um brinde a todos! E seja bem-vindo o próximo ano, como todos os outros… E que pular ondas no mar, usar cores nas peças íntimas ou quaisquer mandingas para a virada do ano fiquem para lembranças folclóricas… E não como direção para a vida que queremos e merecemos.

Feliz 2021!

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