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Editorial

Um verdadeiro espetáculo de TV…

Israel Silveira

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A política de Nova Serrana tem sido realmente um verdadeiro espetáculo de TV. Na última reunião da Câmara Municipal, assim como disse um vereador, as declarações e ações que tem girado em torno da casa são semelhantes ao programa do João Kleber, e sensacionalismos seria uma piada se não fosse tão trágico.

Depois de prometer que iria dar com a língua nos dentes, alguém parece ter acalmado o ímpeto do vereador Chiquinho do Planalto, que depois de gerar tanta expectativa, falou, falou e não falou nada.

Houve ameaças de denúncias, de exposição de irregularidades, mas na verdade o vereador se acovardou ou foi ameaçado por alguém e simplesmente, nada além de fofocas foram expostas em suas falas.

Se tratando de fofoca, parecia até o Leão Lobo, falando que ouviu dizer que alguém ofereceu favores e cargos para conquistar o voto para a presidência. Sem nomes, sem valores, sem fatos verdadeiros sendo expostos.

O vereador ainda caiu na pilha de justificar que o seu voto pelo atual presidente não foi sobre ofertas de “favores.”

Dai mudamos para outra atração televisiva, Casos de família. E ai o colega Wantuir Paraguai em um desabafo, gritou que não iria se comprometer por cinco mil reais.

Wantuir não deu nomes aos bois, mas deu valores às cifras, e ai se julga entender que na verdade, propinas rolaram nos bastidores dessa casa, para que votos sejam destinados para a presidência da câmara.

O Nobre edil que soltou o verbo, afirmando que não estava criticando ou citando nome de ninguém ainda falou que, na Câmara de Nova Serrana, os grupos se formam, os votos são decididos e muito estranhamente eles (os votos) mudam no momento da eleição.

Dai se imagina que a mala rola, os favores, cargos, as promessas tem seu fator de convencimento mais persuasivos e daí pelo interesse do povo, os votos tomam um rumo diferente.

Se formos em um passado que ainda amarga nossa lembrança e claro devem ter impactos no pleito desse ano, lembramos que conversas afirmavam que “ele não punha a mão nas verdinhas.”

Será que isso queira dizer que, se esperava a infeliz prática de compra de votos?

Quando apuramos mais um pouquinho nossos olhares para a nossa política podemos perceber que nesse Game Off Thrones da nossa política, o que não falta são ações inescrupulosas, nebulosas ou no mínimo de caráter duvidoso.

Primo trai a família e troca de partido, o bando de 5 se filia, de forma estranha, a quem está no poder e detém o tesouro da casa de ferro, estando acima dos demais plebeus nessa pífia história política.

Assim como em House off Cards, os escândalos e corrupções acabam formando em nossas percepções, uma Black List, que coloca o nome dos negativados, não pelo SPC (mesmo que a Câmara tenha sido inserida no rol de devedores no estranho caso do cartão de crédito corporativo), mas do MP que já afastou seis, fez com que o sétimo assinasse uma sentença de culpa pela prática de nepotismo e o assessor do oitavo, fosse chamado para explicar o porque que recebia salário enquanto passeava pela cidade maravilhosa.

Para finalizar, por estarmos em período eleitoral, temos que imaginar que estamos todos vivendo No Mundo da Lua, para que possamos simplesmente ignorar todos os fatores políticos que estão ao nosso redor, neste pleito de 2020.

O nosso medo é que em um relance das campanhas eleitorais possamos ter um De Férias com Ex, e ai ao esquecer as lamurias dos últimos 4 anos, nossos eleitores tenham o desejo de matar a saudade daquilo que nunca se viveu, e assim ao invés de um Revenge nas eleições, nas urnas sejamos como Debi e Loide.

Jornalista - 11407 MTb - Editor chefe do Jornal O Popular

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