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Projeto do gancho – lixo – problema crônico – novos tempos x bons tempos

Welder Gontijo

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PROJETO DO GANCHO – LIXO – PROBLEMA CRÔNICO – NOVOS TEMPOS X BONS TEMPOS

Realizada na última terça-feira a vigésima quinta reunião ordinária da câmara municipal de Nova Serrana. Logo de início, utilizando a tribuna do legislativo municipal, o Sr. Ismael Rodrigo de Andrade, esclareceu a situação vivenciada no momento pelo esporte local e cobrou ao menos respostas aos ofícios encaminhados e uma maior participação do executivo, especialmente quanto ao apoio às equipes de futsal feminino.

PRÓPRIO BOLSO

Destacou o tribuno, os trabalhos bem sucedidos nos últimos anos realizados com as meninas do futsal, conquistando diversos campeonatos e revelando jogadoras que hoje atuam em grandes clubes profissionais do país. A fala do professor Ismael causou perplexidade, haja vista que mesmo tendo conquistado bons números as equipes não possuem nenhum suporte logístico ou financeiro pelo município, tendo suas despesas custeadas pelas próprias jogadoras, familiares, amigos e do próprio professor, que utiliza seu próprio veiculo para transporte da equipe. Constrangidos com a situação, prometeram os vereadores que irão cobrar junto ao executivo, esclarecimentos sobre a situação e uma postura mais efetiva e positiva da secretaria municipal de esportes. O vereador Chiquinho do Planalto chegou a pautar a situação como vergonhosa.

PROJETO DO GANCHO

Na pauta para votação, o projeto de lei 74/2019 que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de lixeiras nos imóveis urbanos, que em reunião anterior já tinha dado o que falar voltou a roubar a cena nesta reunião. Conhecido nos grupos de debate político da cidade por “projeto do gancho” o mesmo voltou a ser alvo de polêmicas. Nada satisfeito, o vereador Cabral, ferrenho crítico do projeto, requereu ao autor que o mesmo fosse imediatamente retirado de tramitação. Após acalorados debates e vendo que poderia ser rejeitado pela maioria, o projeto voltou para as comissões para mais estudos.

LIXO

Em sede de argumentos, foi relatado por alguns vereadores que não adiantaria mais uma lei (inexequível, diga-se de passagem) que obrigue ao cidadão a instalar uma lixeira em seu imóvel (ou mesmo um gancho) já que a empresa responsável pela coleta de resíduos urbanos não tem feito a sua obrigação. Por moradores de diversas regiões da cidade, foi denunciado que o lixo tem se acumulado por dias, até semana, sem que a responsável pela limpeza urbana tome providencias pelo recolhimento. Por alguns edis foi destacado que a cidade tem demonstrado um aspecto feio, desleixada e imunda. É visível que tem faltado pulso junto à prestadora de serviços, que há tempos vem sendo denunciada pelos péssimos serviços prestados. Para o vereador Jadir Chanel, já está na hora desta empresa ir embora do município

PROBLEMA CRÔNICO

Quando se trata de deposição e destinação dos insumos produzidos em nossa cidade, estamos longe de ser uma referência. Salvo algumas indústrias calçadistas, atividades farmacêuticas, hospitalares e outros com pequenas ressalvas, todo nosso resíduo é encaminhado para o lixão municipal que se encontra em completa desconformidade com a legislação em vigor que disciplina os aterros sanitários, passível inclusive de pesadas multas. Não obstante a irregular situação do lixão é preciso conviver com queimadas frequentes no mesmo que formam verdadeiras nuvens de fumaça tóxica, poluindo o ar respirado por toda cidade, já que sua capacidade de armazenamento encontra-se exaurida.

MEIO AMBIENTE

Pelo vereador Remirton, foi destacado que ao emitir novas autorizações para novos empreendimentos imobiliários na cidade, que as áreas de preservação permanente (APP’s), devem ficar sob a responsabilidade dos empreendedores, haja vista que a capacidade e interesse de proteger as respectivas áreas seriam maiores, deixando claro a fragilidade do ente municipal em conter invasões e a consequente degradação de uma área que deveria estar constantemente protegida. Não restam dúvidas de que a fala do hoje vereador é dotada de propriedade, pois em um passado recente o mesmo respondia justamente pela secretaria de meio ambiente do município.

COBRANÇAS

Os vereadores realmente pareciam estar dispostos a cobrar. Além de se cobrar a atualização do código tributário municipal, código de obras e o plano diretor (que há tempos vem sendo levados em banho Maria), foi cobrado pelo vereador Zé Alberto a convocação junto ao legislativo municipal do secretário de obras para que o mesmo esclareça os motivos de diversas obras paradas no município, de forma especial sobre a unidade de saúde iniciada na gestão passada no bairro Belvedere.

AUMENTO NO ORÇAMENTO

A lei orçamentária, votada no ano passado previa em sua dotação 5% de flexibilidade de movimentação por pasta para este ano. Através do PL 90/2019, com uma rapidez fenomenal, foi aprovado por unanimidade o seu reajuste em mais 8%, totalizando 13% ao final.

 VEIO A CALHAR

O pedido feito pelo executivo municipal, que tem vivido as duras penas para manter os serviços básicos, caiu como uma luva junto ao legislativo municipal. É que o percentual de reajuste reflete diretamente no orçamento da Casa Legislativa. Mesmo tendo mudado radicalmente sua gestão sob a nova administração a Casa ainda tem seus quadros inchados e continua pagando 19 vereadores, entre atuais e afastados. Indiscutivelmente votar e aprovar com a rapidez em que ocorreu trouxe benefícios a ambos os poderes.

 MÃO NO PEITO

Enquanto se discute quem meteu a mão no peito de frango que era para estar no prato dos alunos, que foi parar na pizza que foi vendida, mas que seus dividendos seriam para uma causa nobre e que no fim ficou melada pela forma imoral e ilegal que foi conduzida, possivelmente terminará em… pizza. Porém, enquanto uma ala trabalha intensamente para que a situação seja urgentemente apagada, pois mais um desgaste político foi provocado, vê-se lideranças se movimentando diuturnamente, articulando seus “pauzinhos” em busca de uma melhor composição, apoios, definição e afirmação. Nos bastidores da política local, 2020 já está a pleno vapor.

NOVOS TEMPOS X BONS TEMPOS

Corre a “boca miúda” que estudos preliminares que vislumbram as disputas que possivelmente ocorrerão no ano que vem para ocupar a cadeira maior do executivo municipal, dão conta de que os “bons tempos” (que parece estar cada dia mais próximos) possuem uma ampla vantagem neste momento sobre os “novos tempos”. Segundo relato, a análise contemplou estudos prevendo uma disputa individualizada e com junção de forças, sendo que em ambas situações os bons tempos levam vantagem sobre os novos tempos. Quando há união de forças dos bons tempos até então opositores os números crescem sensivelmente.  Outro ponto destacado encontra-se no quesito “rejeição” que no momento para alguns é alarmante.

FRASE DA SEMANA

“Nova Serrana é uma cidade diferenciada, sua população é trabalhadora, desde o trabalhador da indústria calçadista ou do comércio ao empresário em geral. Mesmo com a dificuldade enfrentada, Nova Serrana está se mantendo. As coisas vão melhorar, o pior momento já passou. Quando eu era prefeito, havia uma forte disputa com Paulo César ex-prefeito que também fez muito pela cidade. Quando eu assumia a prefeitura, queria fazer mais que ele fez, mas quando ele voltava, ele queria fazer mais ainda, com isso a cidade ganhou. Muitos falam que estamos em crise, não. Já passamos muitas crises. Quando era prefeito, superei três ou quatro crises como essa. Toda essa disputa envolvendo Joel e Paulo trouxe benefícios para a cidade e quem ganhou foi Nova Serrana. Estou disponibilizando meu nome para as próximas eleições, vamos fazer convenções partidárias, vários nomes serão apreciados. Se o grupo escolher o meu nome e se tivermos chances de ser eleito, estarei disposto a disputar. Já fui prefeito por quatro mandatos e me sinto experiente, capacitado e disposto a contribuir ainda mais com minha cidade.” Joel Martins, ex-prefeito municipal.

WELDER GERALDO GONTIJO é advogado e contador, especialista em Direito e Processo do Trabalho, articulista político, foi secretario municipal de Nova Serrana na gestão 2013/2016.

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