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Editorial

Por entre as linhas

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Em nossa redação, constantemente nos vemos em meio a conversas e debates que terminam em histórias de fatos vivenciados em nossa carreira profissional e pessoal.

Recentemente em um de nossos bate papos, nosso jornalista Thiago Monteiro, confidenciou que quando iniciou sua carreira atuando como assessor de comunicação aqui na prefeitura de Nova Serrana aprendeu diversas lições pelo meio político ser tão delicado.

Na época Thiago tinha como mentores o sociólogo Sergio Gadelha, o Publicitário Daniel Alves e o Publicitário e hoje colunista de nosso Popular Leonardo Junqueira, que na época era secretário de Comunicação em  Nova Serrana.

Segundo Thiago o que era mais difícil para ele no meio político e o que causou maior impacto até na sua profissão como jornalista foi aprender a ler entre as linhas, afinal na política, nada é tão claro, objetivo e direto como parece.

Bom, essa consideração que nosso jornalista nos trouxe cai como uma luva para o momento político e os fatos que vamos abordar nesse editorial, afinal, a leitura das entrelinhas dos fatos presenciados na Câmara Municipal na última terça-feira, dizem muito sobre a situação que a cidade presencia.

Começando pelo tribuno, claramente alguém partidário da atual administração, mas que retirando toda a bajulação desenfreada que quase causou sono, ou nos fez começar a preterir reunião ordinária, podemos tirar palavras que trazem sim um apelo e visão popular, afinal, quando acontecerá a cassação dos edis afastados?

A população quer uma resposta, já que por muito se ouviu falar que o respeito com o dinheiro público é responsabilidade da Casa, cortar pelo menos R$ 250 mil até o fim de 2019, traria um impacto significativo nos cofres do município e muita coisa poderia ser feito com esses recursos.

Se tratando de cassação, lembramos que a condenação e todos os fatos que giram em torno do vereador Gilmar da Farmácia podem ser um pressuposto motivo para que o edil tenha seu nome primeiramente pleiteado pelos colegas legisladores.

Mas de fato pela moralidade isso pode vir a ser muito pouco. E ai percebemos que existem nesse contexto análises a serem feitas, afinal, tirando de vez do tabuleiro, pelo menos 5 vereadores que causaram transtornos para a relação do legislativo para com o executivo, nessa reta final, ou melhor reta de chegada quase que eleitoral, o desejo de paz na política pode ser salutar para aqueles que desejam ser reeleitos.

Se tratando de leitura podemos dizer que alguns não estão muito satisfeitos com os rumos que as coisas têm tomado dentro da Câmara. Se olhar para o rosto de Tobias se percebe isso, se olhar para a base do executivo se entende que a administração do legislativo pode estar indigesta, mas não por incapacidade, e sim por política, afinal depois de tudo ainda assim a presidência não cai nas mãos do grupo que representa o poder executivo.

Para consolidar esse pensamento, a apresentação de um ofício assinado por cinco edis, e a visita anunciada pelo vereador Pr. Giovani Máximo, até a Câmara de Belo Horizonte para consultar um outro jurídico, expõe esse pensamento.

Buscar a orientação de outro jurídico condiz com o fato de não estar satisfeito, ou confiante no parecer dos procuradores da Casa, e isso porque o entendimento deles pode ser tendencioso, ou quem sabe partidário.

De forma geral conforme disse o vereador, a apresentação deste requerimento e a busca pelos outros procuradores de cidades distintas poderia causar um entendimento errado na imprensa. Será? Será mesmo que imprensa está disposta a fazer as leituras das entrelinhas e se indispor com quem quer que seja em um cenário tão instável?

Bom nós seguimos cumprindo nosso papel. Nossa reportagem está trabalhando e trará na edição de amanhã, sexta-feira, uma matéria abordando a sucessão da mesa diretora e como pode ocorrer a cassação dos edis, mas lembramos a você, leitor que a leitura das entrelinhas fica limitada a sua percepção, pois a nós cabe nas matérias jornalísticas reproduzir o que tem acontecido, e por aqui neste editorial, vez em quando, damos nossos pitácos, porque simplesmente somos o principal O Popular, como meio de cobertura política estamos a frente de qualquer outro em nossa cidade.

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