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Editorial

Pombo correio

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Mesmo sendo adultos confessamos que temos, ou melhor, até um tempo atrás alimentávamos uma admiração por desenhos animados. Alguns novos têm seu toque sentimental e em determinados momentos chegamos até mesmo a chorar assistindo películas como WallE, Viva a Vida é uma Festa e operação Super Hero.

Quando, no entanto olhamos para trás vemos que alguns dos melhores permanecem intocados e entre eles está o famoso “pega o Pombo”.

O desenho fazia parte de um cenário de guerra onde um grupo de aviadores, no qual tinham como líder o vilão Dick Vigarista e seu cão Muttley, tinham um único objetivo: capturar o pombo correio que carregava consigo mensagens das forças armadas.

As nuances do desenho apontam um cenário de guerra onde os pombos correios tinham uma missão: entregar as mensagens de guerra para o alto comando.

Muitos não sabem que as guerras em parte servem para experimentar empiricamente as evoluções tecnológicas, e a internet foi uma delas.

Partindo dai a comunicação e não mais se usa pombos, mas mensagens “vazadas” para buscar novas conquistas nessa guerra e no caso não falamos mais das guerras armadas, mas sim as guerras políticas as quais vivenciamos nos dias de hoje.

Se tratando de guerra, existe uma expressão chamada de Marketing de Guerrilha, que tem como um dos aspectos mais interessantes da estratégia é o seu alto poder de viralização, ou  seja, é uma ação que faça todo mundo falar de você nas redes.

Nesse sentido percebemos que talvez uma das ações do executivo tenha utilizado desse conceito para ampliar, ou melhor, mostrar que a prefeitura está trabalhando no sentido de combater a falta de senso e descumprimento dos termos básicos estabelecidos com a Copasa.

Neste domingo um vídeo foi publicado por um portal, onde um áudio que supostamente foi enviado em particular do prefeito para o presidente da OAB, Dr. Ezequiel Silas, com duras palavras direcionadas para a situação a Copasa na cidade.

“Dar paulada na cabeça” e “pau na moleira” foram algumas das expressões, até certo ponto chulas, que saíram da boca do prefeito em suas “confissões ao advogado”.

A questão é: como um áudio particular entre duas nobres pessoas chega a ser reproduzido em grupos e redes sociais? Quem tem acesso ao celular dos envolvidos para que o áudio seja repassado, já que “vazado” foi uma expressão combatida por uma das partes?

Em contato com o advogado foi informado que o material não foi repassado por ele, e por parte da prefeitura o secretário chefe de gabinete foi claro em afirmar que o prefeito não falaria sobre o “vazamento” ou sobre o conteúdo do mesmo.

Esse posicionamento, no entanto, aliado ao fato de que pelo menos um secretário compartilhou em sua rede social o conteúdo “repassado” ficou evidente de que tal ação não se passou de mais uma estratégia dos pensadores da comunicação do prefeito para que seu posicionamento virilizasse.

Nessas horas ninguém quer processar pelo conteúdo ter sido compartilhado em um áudio explicativo de mais de três minutos abordando um tema que todos já estão cansados de falar.

O que se percebe é que o marketing de guerrilha funcionou em partes, afinal, todos já estão fadados de ouvirem que ações estão sendo tomadas e o problema de abastecimento segue crônico e com a estratégia adotada até quem está cansado de ouvir a mesma conversa gastou seu tempo ouvindo o áudio do chefe do executivo.

Por outro lado, começamos a questionar a veracidade e compromisso de outras ponderações que são feitas, afinal, quando áudios passam a ser repassados de “conversas particulares”, as considerações oficias passam a perder o sentido, até mesmo porque, não se sabe mais se a conversa é verdadeira ou ensaiada, e nem mesmo se voltará a ser enviada por pombos correios que atualmente usam celulares e aplicativos de redes sociais em modernos celulares.

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