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PCMG prende mais seis suspeitos de extorsão mediante sequestro

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Em continuidade às investigações de um caso de extorsão mediante sequestro, na modalidade conhecida como “sapatinho”, ocorrido na cidade de Luz, região Centro-Oeste, mais seis pessoas foram identificadas e presas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta última semana.

O crime ocorreu em junho e, à época, dois suspeitos foram presos: o vigilante da instituição financeira, que participou do crime vitimando a própria esposa e o filho de 7 anos, e o genro dele.

Agora, quatro suspeitos foram presos nas cidades de Quartel Geral e Abaeté; um foi localizado em Esmeraldas, Região Metropolitana de Belo Horizonte; e outro já se encontrava no Sistema Prisional, há cerca de 20 dias, em virtude de mandado de prisão relacionado a outro crime.

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A delegada Fabíola Oliveira explica que cada um dos presos teve participação definida no crime. “Tem pessoas que participaram diretamente, entrando no banco para pegar dinheiro; as que fizeram suporte na cidade tanto de estadia quanto de veículo; aquelas que foram responsáveis por arregimentar outras que pudessem colaborar com a empreitada criminosa; e uma pessoa que é o vínculo da região metropolitana com o interior”, detalha.

Oliveira ressalta que o crime foi todo planejado. “Eles fizeram como se realmente fosse um sequestro. As pessoas entraram na casa dele (do vigilante), fizeram a esposa e o filho de reféns, e ele também como se fosse refém. Foi tudo muito organizado, a ponto de tirar somente a esposa e o filho para uma região perto de um canavial, enquanto a ação do segurança seria facilitar a entrada do sequestrador na agência. E ele assim o fez, só que, por problemas lá, não conseguiram retirar o dinheiro”, descreve.

O crime

O crime ocorreu em Esteios, distrito pertencente ao município de Luz. Na ocasião, o vigilante da instituição financeira, que confessou ter arquitetado o crime, foi preso em flagrante e o genro dele, por meio de mandado de prisão.

A delegada Fabíola Oliveira destaca que chamou a atenção dos policiais o fato de as vítimas do sequestro serem familiares de um vigilante do banco, e não do gerente. “Geralmente, essa modalidade do crime do ‘sapatinho’ acontece com o arrebatamento de família e gerente para forçar o banco a efetuar o pagamento do resgate. Normalmente, os suspeitos comparecem à agência, retiram o número existente no cofre e depois libertam os familiares do gerente. Esse caso foi atípico, uma vez que a vítima seria a família do vigilante”, ressalta.

À época, o delegado Vinícius Machado, da Delegacia de Polícia Civil em Luz, contou como o crime ocorreu: “Ao chegarmos à agência bancária, nos deparamos com três funcionárias e o vigilante. Ele nos informou que teria sido surpreendido em sua residência, na cidade de Luz, e ali dois sequestradores teriam entrado e feito toda a sua família de refém. Os sequestradores orientaram que ele deveria seguir a rotina normal, ir para a agência, e que sua esposa e filho ficariam na posse dos sequestrados até que eles conseguissem, com outro indivíduo que estaria na agência bancária, os valores que estavam no cofre. Esse terceiro envolvido, ao entrar na agência, apresentou vídeos das vítimas sendo ameaçadas com arma de fogo em um canavial, mostrando para a gerente e para o vigilante. Tentou-se fazer a abertura do cofre, mas, devido a um dispositivo de segurança, não conseguiram abrir. A partir daí, esse indivíduo desistiu da empreitada, roubou a arma do vigilante e saiu do local”.

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