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Para namorados e mal amados

Léo Junqueira

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Resolvi antecipar minha mensagem aos namorados. Uma mensagem, que também serve para solteiros, solitários, abandonados, trocados ou simplesmente mal amados.

No sentido mais conservador penso que o namoro é como carteira de identidade: pessoal e intransferível! Não fui e não sou do tipo namorador, tido como “rabo de saia” e consegui ser muito seletivo em questões de namoro.

Sempre amei profundamente todas as pessoas com as quais tive o privilégio de conviver e agradeço muito a todas elas, porque as amei com o coração e a alma independente do que sentiram por mim.

Acompanhando a vida tão acelerada, quando ninguém é amigo de ninguém, mas acham vantagem e se orgulham de ter milhares de seguidores ou curtidas nas redes sociais, sinto que posso colaborar para que experimentem um pouco de um elixir sentimental fantástico, que é a paixão.

O namoro não existe verdadeiramente através de teclados de computador, via instagran, Facebook e nem sites de relacionamento como os “Tinders da vida”. Namoro tem que ser com alguém que possa olhar nos olhos e falar de amor e ouvir do parceiro palavras de pura ternura.

É na simplicidade que as coisas acontecem, sem necessidade de esconder ou mascarar uma foto com photoshop ou postar mensagens impessoais com figurinhas engraçadas ou fitinhas coloridas, que todos postam tentando impressionar com o que é vulgar.

São importantes os sorrisos e dar risadas, das mais exageradas às mais contidas, mas que sejam sinceras e lhe deixem feliz. Que neste caminho do namoro você possa empurrar carrinho no supermercado, andar de mãos dadas, ora abraçadinhos, ora apenas olhando a sobra dos dois juntos, mas sempre juntos… Bem juntinhos!

É importante que a pessoa escolhida possa lhe dizer, todas as manhãs, que te ama e que sente sua falta, mesmo depois de dormir toda a noite de conchinha. Que lhe sirva café na cama com um toque especial, que lhe beije a boca e diga que você está lindo (ou linda) como o dia (mesmo que lá fora esteja chovendo).

Um namoro bacana é aquele em que os dois falam, discutem e busquem juntos, as soluções para qualquer problema, seja de quem for, mas que seja para resolver e não adiar. Namorar é buscar surpresas, que lhe pergunte como foi seu dia ao lhe ver ou ligue para saber como está, simplesmente para ouvir sua voz.

E nas loucuras do dia a dia você se sinta absolutamente especial pela saudade que irá sentir, sabendo que você é o único e não mais um “nick” de redes sociais. Penso no namoro à moda antiga, que nunca envelhece e ainda vai superar a fase dos wi fi a qualquer custo, porque aquele que ama supera distâncias, dificuldades e o que possa aparecer apenas para estar junto da gente, mesmo que perca o sinal da internet.

Se este tipo de amor lhe surgir tenha certeza que ele te respeitará, porque assim como você ele também sentirá que um foi feito para o outro e, que vale a pena todas as chances para que ele viva e sobreviva.

O namoro pode ser eterno como o amor e é capaz de conseguir impressionantes adaptações, como cuidar de cachorros, entender as manias, jeitos e suportar as injúrias ditas sem razão.

Mas, preste atenção: o namoro morre, quando a indiferença diz um simples “Olá!” para aquele que só quer te amar. O namoro de verdade não precisa de muitos idiomas. Basta apenas um: a linguagem do coração!… E tenho dito!

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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2 Comments

2 Comments

  1. Silvana

    9 de junho de 2018 em 20:27

    Falou tudo de maneira simples e clara. Também acredito no namora a moda antiga.
    Felicidades no dia dos namorados com a sua querida namorada.
    Beijos aos dois
    Silvanacerceau

  2. Sérgio Bento Valle

    6 de junho de 2018 em 21:43

    De fato , sinto que nasci na época errada. Somos românticos incompreendidos vivendo no mundo de ogros e obras rs. Belo artigo. Sou gestor de mídias sociais , marketing digital é a minha área, mas tem certas coisas que são de caráter personalíssimo. Pessoas precisam de pessoas. E presença física é fundamental!

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