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Editorial

O tempo aponta os motivos

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Quando se pensa em planejamento, em processos, em projetos, Nova Serrana definitivamente não pode ser um exemplo a ser seguido. Isso porque o município que é o que mais cresce em Minas ainda peca relevantemente em questões que são básicas para o desenvolvimento humano.

Se olharmos para as nossas manchetes, vamos ver alguns exemplos disso, mas antes precisamos esclarecer que qualidade de vida indica o nível das condições básicas e suplementares do ser humano.

Estas condições envolvem desde o bem-estar físico, mental, psicológico e emocional, os relacionamentos sociais, como família e amigos, e também a saúde, educação, renda, e até mesmo o lazer, entre outros parâmetros que afetam a vida humana.

Após ser visualizado e entendido como percebemos a qualidade de vida na cidade, podemos olhar para trás e observarmos a evolução de nossa cidade e com ela as nuances que expõe limitações constatadas.

Já estampamos em nossas capas que Nova Serrana definitivamente está em desenvolvimento,  mas também é constatado e pode ser apurado que a cidade tem uma qualidade de vida deficitária.

Como dizer que uma cidade que registra “mais de um abuso sexual de crianças e adolescentes por semana”, como publicado na ed. 1677 de 28/05/19, é uma cidade que vive em plenas condições sociais.

Apesar da evolução, nossa edição 1663 – 30/04/19 com a manchete “Acidentes de trânsito atendidos pelo Samu crescem quase 25 %” mostra que a educação no trânsito é deficiente na cidade que mais cresce em Minas.

Ainda se tratando de educação, contudo abordando a infraestrutura, apontamos na ed. 1658 de 18/04/19 que “Nenhuma escola pública tem auto de vistoria”, o que aponta uma deficiência quanto a fiscalização e até segurança de nossas crianças, em uma infraestrutura que é inadequada diante do crescimento populacional e demanda educacional de nossa cidade.

Como ter uma economia salutar, se a máquina administrativa conta com “Cerca de 60% dos servidores públicos são comissionados” como apontado na ed. 1657 de 17/04/19, e devido a situações como essas, temos um município que gasta cerca de R$ 9 milhões por mês somente com folha de pagamento e destes cerca de 60% ou seja, entre R$ 5 e R$ 6 milhões são pagos a comissionados.

Em uma cidade onde a Copasa, não consegue colocar água nas torneiras regularmente a ponto do prefeito prometer pau na moleira, e termos matérias e mais matérias como na edição 1618 de 31/01/19 questionando o fato de que falta até mesmo a dignidade de ter água na torneira no fim de um dia de trabalho, temos que reconhecer que a qualidade de vida é debilitada.

E anda como não se lembrar da edição 1235 quando ainda em 2017 trouxemos a manchete de que Nova Serrana não é um lugar para se envelhecer, apontando justamente a falta de estrutura e qualidade de vida para a terceira idade.

Claro que nessa reflexão e momentos análise em linha do tempo encontramos inúmeras capas (manchetes) apontando melhorias em segurança, apontando crescimento de abertura de empresas e até valorizando a geração esportiva em 2017.

Porem caros leitores, a nós cabe o direito de identificarmos e a missão de expormos que a qualidade de vida em nossa cidade é ainda debilitada, e como mostramos acima, esse entendimento vem com conhecimento de causa, de quem diariamente expõe fatos positivos e as mazelas vivenciadas pelos populares de Nova Serrana.

Não somos políticos, nós cobrimos os fatos políticos, não somos policiais, nós noticiamos os fatos das polícias militar, civil, da guarda municipal, Não somos vereadores, apenas expomos suas ações, não somos o executivo, simplesmente noticiamos seus erros e acertos.

Mas uma coisa nós somos, jornalistas, temos nossa responsabilidade, nossa missão, nossa opinião, e isso, independente de frente política, de entendimento, ou interesse de A, B ou C; ninguém, absolutamente ninguém pode mudar ou até mesmo nos tirar.

Finalizando trazemos novamente o pensamento de George Orwell quando diz que ”Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”. Dessa feita como não somos publicitários, continuaremos publicando a verdade, independendo de quem quer ou não que ela se torne pública.

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