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Editorial

O rato não era uma miragem e sim um presságio!

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Na última semana nós deste Popular mostramos que os ratos (ou as baratas para quem preferir, afinal são duas pestes) frequentavam as reuniões da Câmara Municipal.

Fomos até questionados se estávamos fazendo alguma critica ao vereador Chiquinho do Planalto, mas não, apenas na fala dele tivemos a visão privilegiada de algo que podemos dizer agora que foi um presságio do que estava por vir.

Os ratos são considerados animais astutos, capazes de roubar alimentos, se locomover de forma ligeira e ríspida. Os ratos são conhecidos na política por ser meros ladrões que, promovem de forma sorrateira e oportunista seus crimes.

Dai dizemos que tivemos um presságio, afinal, um dia depois nossa reportagem teve acesso a uma denúncia grave relacionada a crimes praticados no legislativo. Na denúncia, que literalmente entrou por debaixo da porta, estavam documentos que expunham um fato que pode culminar na prisão de personalidades de Nova Serrana.

Os documentos apontavam que Osmar Santos, em 2019, após ter sido afastado do legislativo, teria recebido um Cartão de Crédito registrado no nome da Câmara Municipal e deste utilizou um crédito de aproximadamente R$ 10 mil.

O crime de peculato então estaria ocorrendo, com alguns agravantes uma vez que o ex-presidente havia sido afastado de suas funções e desta forma estaria quebrando uma determinação judicial, o que nossa entrevista com o edil posteriormente pode expor detalhes sobre o fato.

Dizem que o pobre não tem nada além de seu nome. A Câmara com toda a dificuldade financeira (que alega passar), em 2019 não teve nem o seu nome resguardado, afinal, devido ao não pagamento da dívida o nome da casa foi parar no Serviço de Proteção ao Crédito.

O fato é que quem arrotou que se comprovassem que ele tirou R$ 0,50 centavos da Câmara renunciaria ao seu mandato, agora confirmou que utilizou um cartão, que “por um possível erro de impressão, estava em nome da Câmara Municipal”, e assim pegou um empréstimo, de mais de R$ 7 mil, em uma máquina de cartão registrada no nome de sua filha.

Não condenando ninguém, mas quem em sã consciência recebe um cartão de crédito, impresso com o nome de uma instituição ao invés de estar em seu nome pessoal, e o utiliza assim mesmo?

O cartão, segundo informado pelo vereador afastado foi quebrado e queimado, o que não deixa de ser conveniente em meio a mais essa duvidosa e grave irregularidade denunciada envolvendo o nome da Câmara.

Voltando a questão do nome, ser a única coisa que um pobre tem, no caso da Câmara, o nome da instituição nos últimos 12 meses foi parar literalmente na lama, vereador foi cassado, vereador foi chamado de oportunista, vereador foi acusado de desvio e agora por causa de vereador a carta de cobrança colocou a instituição em meio aos maus pagadores.

Não que isso não possa acontecer com qualquer um, a questão é a forma como foi feito, até mesmo com possibilidade de quebra de determinação judicial sendo questionada.

E por falar em quebra da relação entre Câmara e vereadores afastados, quem será que falou com Osmar que se ele pagasse a dívida estaria tudo resolvido?

Esse processo caiu nas mãos da ex-presidente, assim como mostram algumas provas e agora nosso passo é justamente buscar com Terezinha a explicação pelo fato de tal imbróglio não ter sido denunciado ao MP anteriormente, pois assim o caso seria apurado e ninguém teria sobre seu nome a suspeita de prevaricação.

Agora conforme apurado, pouco antes da reunião ordinária, onde de uma forma ou de outra essa bagunça seria jogada no ventilador, ocorreu o protocolo de um novo pedido de cassação promovido contra Osmar Santos

Um novo pedido será apreciado pelo legislativo e quanto a esse, já se tem no entendimento de muitos fatos suficientes para levar o processo a plenário.

Enquanto isso nós deste Popular seguimos aqui cumprindo nosso papel, apurando as denúncias substanciais que chegam em nossas mãos, divulgando com um olhar mais neutro possível, e auxiliando no controle de peste do legislativo, mostrando que sim, os ratos e baratas circulam em nossa cidade, vestidos de políticos, fingindo representar o povo, enquanto fatura em causa própria.

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