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Editorial

O forró necessita de bom senso!

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No Brasil é batata, caso você abra um ponto de comércio em um local um pouco mais visível sem dúvidas você receberá a visita de um fiscal da prefeitura que te notificará a tomar uma série de procedimentos e legalizar o seu empreendimento.

A partir dai o empresário, que como em sua maioria são micro e pequenos empreendedores que já gastaram tudo que tinham para abrir as portas, passará por um martírio que o fará gastar definitivamente aquilo que não tem para não perder o seu investimento.

Será necessário um contador, talvez um advogado, a quitação da várias taxas e impostos, em muitos casos licenças ambientais, laudos de impacto de vizinhança, laudo do corpo de bombeiro, adequações, e um bom tempo de espera para que se tenha todos os laudos e alvarás.

Essa é uma realidade que se aplica em todo o país, e assim as empresas já começam sofrendo nas mãos da burocracia e cobrança tributária para que elas comecem efetivamente a atuar.

Porém em Nova Serrana pelo que tudo indica as coisas não caminham ou caminhavam necessariamente assim.

No último fim de semana uma ação desencadeada por um conselho de intervenção notificou várias casas de show em Nova Serrana, e pasmem, muitos dos estabelecimentos na cidade funcionam sem regulamentação e legalização.

Por anos se criou o ciclo vicioso nos estabelecimentos que agora passaram a ser fiscalizados, e claro, tudo isso da forma gentil como a atual gestão fez com os ambulantes, com os taxistas, com os vendedores de abacaxi.

Em uma ação que, diga-se de passagem, é devida, porém feita seguindo as bases, ou melhor as falhas de comunicação encontradas na atual gestão, três de seis estabelecimentos foram notificados a adequarem seus estabelecimentos a normas e diretrizes ou os mesmos serão fechados.

Nas redes sociais e nas periferias da cidade o que se fala é que o prefeito do novo tempo quer por fim aos forrós, as casas de show dos pobres, das periferias. Por sua vez a prefeitura informa que as medidas vieram do Ministério Público, e o que percebemos é que a linha tênue de dois pesos e duas medidas está muito próxima de ser ultrapassada.

Aqui na terra do calçado por anos não houve fiscalização, não houve cobrança, não houve legalidade e para ser sincero, pelo que ouvimos falar, falta até uma legislação especifica que trabalhe diretamente com a regulação e normatização destes estabelecimentos.

Afirmar que esse é um problema novo é injusto com o atual prefeito que desde quando vereador já se tinha registros de ocorrências relacionadas a criminalidade e claro, transtornos causados pelos estabelecimentos.

Porém é também injusto determinar da noite para o dia em meio a um momento de crise que os empreendedores destes estabelecimentos invistam R$ 100 mil, R$ 200 mil em imóveis alugados para que os mesmo se enquadrem no sonho americano da atual gestão.

As taxas cobradas para esses estabelecimentos se regulamentarem são altas e o bom senso não está batendo na porta de nenhum dos dois lados, e isso porque os empreendedores não são coitados vitimas de uma gestor, como querem passar, mas também não são nem de longe culpados pela desorganização que é o setor empreendedor de Nova Serrana.

Por muitos foi colocado e sinceramente levamos em conta o fato de que por toda a cidade existem outros tipos de estabelecimento que afetam o sossego da população, e como relatamos em 2017, igrejas sem laudo e regularização pela cidade é o que não falta, será que as mesmas também serão notificadas?

Os artistas necessitam destes locais para se apresentarem, como a população precisa de uma válvula de escape para sua rotina profissional que é tão árdua quanto grandioso é o potencial industrial de nossa cidade.

Nesse episódio em questão, onde todos carregam e devem assumir sua bagatela de culpa e responsabilidade, nossa torcida é para que o bom senso prevaleça, que todos os estabelecimentos, inclusive os dos ricos sejam colocados sobre as mesmas condições de fiscalização e que no final a população não seja prejudicada pela falta de diálogo e boa fé daqueles que devem incentivar e promover o crescimento em todos os patamares de nossa sociedade.

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