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Editorial

Não são apenas números

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Trabalhar com jornalismo tem seus prós e seus contras. E aqui neste editorial vamos falar de um ponto negativo, que também infelizmente tem assolado a sociedade na qual estamos inseridos.

Como profissionais da comunicação recebemos e lidamos com notícias de todas as áreas diariamente, e como não poderia ser diferente, somos excessivamente expostos a notícias e fatos como acidentes e homicídios diariamente.

Todos os dias, lemos e recebemos detalhes sobre acidentes de trânsito, sobre pessoas gravemente feridas, sobre imprudência que causa morte, ou transtornos graves para vítimas e familiares.

Todos os dias recebemos informações, fotos, vídeos de pessoas que são mortas, ou de vítimas de acidentes às vezes até dentro dos próprios automóveis ainda sem receber socorro.

Esse tipo de informação tem sido levada diretamente para a população por meio das redes sociais e smartphones e com consequências, perdemos a sensibilidade diante da dor, da tragédia do próximo.

Na edição de hoje trazemos dados relacionados a acidentes e outros atendimentos do SAMU em Nova Serrana. E Como apontado, 76 atendimento voltados par acidentes de trânsitos será tratado por muitos como números, baixos e irrelevantes.

Sim não são milhares de pessoas feridas ou socorrias, mas são vidas que individualmente tem valor, como a da jovem de 19 anos que morreu após sofrer um acidente, entre a motocicleta que conduzia e um automóvel na rodovia do calçado.

Ou até mesmo a jovem Alice, que com apenas 22 anos, precocemente deixou familiares e amigos, após se envolver em um acidente de trânsito próximo a rodoviária.

Não podemos olhar para a situação do trânsito, dos acidentes, das ocorrências e vermos apenas números. Temos que ver pessoas, vidas, famílias e amigos que são impactados pelos mais variados motivos.

Um ciclista embriagado, um motociclista fugindo da polícia, um motorista inabilitado ou em excesso de velocidade, uma rodovia mal traçada e sinalizada. Os motivos são distintos, mas no fim vidas são feridas, são dizimadas e nós (sociedade), por estarmos excessivamente expostos a avalanche de informação, deixamos de valorizar a parte humana de cada fato.

Temos aqui que ressaltar que o crescimento dos índices de acidente são sim devidos a problemas estruturais, que em nossa cidade deveriam ser mais bem avaliados. A municipalização do trânsito foi congelada e efetivamente, muito pouco tem sido visto como resultado em nosso município.

Muitos cidadãos cobram e reclamam de termos blitz e ações fiscalizadoras em horários de pico afirmando que bandidos não transitam em determinados lugares em horários de fluxo. Contudo esquecemos que condutores inabilitados são na verdade, pessoas que de forma imprudente colocam em risco a vida de populares.

Esses, por sua vez somente são vistos como criminosos quando estão envolvidos diretamente em um acidente ou ferem a vida de alguém.

Seguindo neste raciocínio, o que custa tomar uma cervejinha e ir para casa ainda cedo, uma duas três garrafas não são nada demais, e quando um acidente acontece e uma vida é dizimada, esquecemos de lembrar que por vezes a imprudência, ou o não tem nada a ver, indica que um crime foi cometido.

Vidas foram perdidas entre os acidentes registrados, e aqui não podemos deixar de ressaltar que, a matéria veiculada nesta edição não se trata de números, ela trata sobre perdas e riscos.

Ela tem o papel de conscientizar e mostrar a todos, autoridades e populares, que os casos tem aumentado, os crimes vem sendo cometidos, pessoas tem sido feridas e até mortas, e no fim da história o problema nunca é assumido por todas as partes que precisam de mudar a postura e conduta, para que tenhamos um trânsito efetivamente mais seguro.

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