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Mudanças em meio a pandemia parte 2 – o comércio digital

Maycon Vinícius

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Esta semana vou abordar novamente uma situação que estamos vivendo em meio a pandemia, ou melhor, uma situação nem tão nova mas que foi antecipada e caiu no gosto popular. Parece que Pandemia atingiu o Brasil já faz bastante tempo, mas estamos com alguns poucos meses, e muitas coisas tem se transformado. Para compreender melhor o tema aconselho a leitura da minha coluna: “Mudanças e o Novo Normal em meio à Pandemia”. Vamos tratar hoje sobre o comércio digital.

A expressão E-Commerce (Eletronic Commerce) pode ser traduzida para o português como Comércio Eletrônico, tudo começou em 1979, um corajoso executivo da época, Michael Aldrich, apareceu e apresentou um projeto incrivelmente revolucionário para a época, um sistema permitia fazer compras online através de uma televisão modificada, que ele chamou de Videotex, essa ideia maravilhosa foi a precursora do e-commerce e foi chamada de “teleshopping”, apenas dois anos depois, apareceria o primeiro sistema de online shopping B2B, o mesmo foi utilizado pela empresa Thomson Holidays UK, no ramo de turismo.

Passado contexto histórico chegamos aos dias atuais, é impressionante à proporção que o comercio digital tomou com a Pandemia, o fechamento do comércio na quarentena acelerou a adoção do comércio pela internet, as empresas que já tinham e-commerce estão se saindo um pouco melhor, as empresas que não têm estão em maus lençóis e sofrendo no processo de adaptação.

Em Nova Serrana tenho observado é comum a expressão “vendo na internet”, como exemplo temos segundo IEMI – Instituto Inteligência, o varejo de calçados no ano passado movimentou vendas de 839 milhões de pares, ou seja,  é muito aquecido, muito atrativo. Minha analise é que o comercio digital como carro chefe de vendas foi apenas uma antecipação do que teríamos pela frente, o comercio digital como forte expoente iria chegar mais cedo ou mais tarde, porém com a pandemia ele foi antecipado e para alguns especialistas tivemos uma antecipação de aproximadamente 5 (cinco) anos do comércio digital no cotidiano dos consumidores.

Temos dados que durante o período do isolamento, o número de lojas virtuais cresceu, em média, 400% no Brasil, aconteceu um salto de 10 mil para 50 mil aberturas de lojas virtuais por mês conforme Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol). O Brasil registrou abertura de mais de uma loja virtual por minuto, em pouco mais de dois meses de pandemia, foram 107 mil novos estabelecimentos criados na internet, aponta levantamento da ABComm; a média anterior era de dez mil unidades por mês, ainda segundo a ABComm os seis setores que mais cresceram são o de Calçados (99,44%), Bebidas (78,90%), Eletrodomésticos (49,29%), Autopeças (44,64%), Supermercado (38,92%), Artigos Esportivos (25,75%), Móveis e Decoração (23,61%) e Moda (18,38%). Um estudo feito pelo Facebook para mapear os efeitos da pandemia do coronavírus nos pequenos e médios negócios mostrou que 47% das pequenas e medias empresas que têm página na rede social e afirmaram ter tido um aumento de pelo menos 25% nas suas vendas online entre janeiro e maio.

Conforme levantamento do Compre&Confie; o comércio eletrônico chegou a uma participação de 7,2% do varejo, acima dos 6% que representa, tradicionalmente, a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico ABComm mantém suas previsões iniciais de que o faturamento anual do setor ultrapassará, pela primeira vez, os R$ 100 bilhões, devendo chegar a R$ 106 bilhões, alta de 18% em relação a 2019

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae mostra que entre os 59% que vendem online em Minas Gerais, 45% disseram que já comercializavam pela internet antes da pandemia. E 14% começaram a vender online. A pesquisa ouviu 481 empresas em Minas Gerais e 7.403 empresas no Brasil.

Sendo apontado como principais ferramentas para vendas online:

  • WhatsApp: 84,3% dos entrevistados
  • Instagram: 55,2% dos entrevistados
  • Facebook: 48,2% dos entrevistados
  • Site próprio: 14,7% dos entrevistados
  • Vendas por telefone e aplicativos móveis (iFood, Uber Eats, Rappi, GetNinjas e outros): 7,9%

Assim o consumidor, que antes demonstrava certa resistência à modalidade, seja por simples falta de hábito, seja por temer fraudes com seu cartão, parece ter entendido que não precisa bater perna para pesquisar preço, que tudo pode ficar mais fácil com alguns cliques no computador ou mesmo no celular além de receber na porta de casa as entregas. São as mutações do tempo, e as empresas precisam se adequar a nova realidade, sendo vital para uma empresa saber lidar com os mecanismos da era do comercio digital, pego como exemplo uma celebre frase: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

Fontes: Valor Econômico, Estadão e O popular.

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MAYCON VINICIUS RODRIGUES BUENO, é graduado em Contabilidade e Pós Graduado em Gestão Estratégica pela FANS- Faculdade de Nova Serrana e atualmente estudante de direito pela mesma instituição.

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