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Editorial

E agora José (Silva de Almeida)?

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O trocadilho pode ter sido efêmero e até leviano, mas ele teve que ser feito diante de uma situação no mínimo curiosa, afinal, há algumas semanas o chefe do executivo vetou a lei que supostamente daria condições de regularizar os loteamentos do bairro, e agora, um projeto que vai ter impacto quanto a regularização em toda a cidade caiu nas mãos do prefeito.

Quando analisamos a situação percebemos que será no mínimo muito contradizente o fato do prefeito optar por sancionar uma lei que torna viável regularizar, que meche em uma lama que o prefeito aparentemente não estava disposto a revirar, só que dessa vez muita gente tem interesse nesse certame.

Por toda a cidade observamos que imóveis estão construídos em áreas irregulares, e quando falamos nisso não estamos abordando apenas as famílias que tem poucos recursos, que são pobres e constroem com ajuda e sacrifico seus barracos em Áreas de Preservação Permanente (APP) ou lotes invadidos como no José Silva de Almeida; estamos falando que agora tem gente abastada interessada. Segundo um vereador até o prefeito tem lote no José Silva de Almeida.

O fato que é contradizente é justamente o motivo que o levaria a sancionar essa nova lei e ter vetado a pauta dos moradores do José silva de Almeida. Afinal agora, algumas semanas depois eles finalmente vão conseguir uma forma adequada de regularizar suas residências.

Senhores não são 100 famílias, são 19 mil imóveis, e caso o prefeito deixe de sancionar, perceba as perdas do município, em uma breve conta superficial, seriam 19 mil imóveis que poderiam ter uma cobrança mínima (ou aumento) de R$100,00 no IPTU e outros impostos, o que geraria anualmente R$1,9 milhão ao município.

Essa matemática não é exata, mas é minimalista e se o prefeito optar por não sancionar, efetivamente ele estará indo contra suas próprias falas quando ponderou para este Popular que é obrigação da administração utilizar de forma correta as ferramentas e os recursos de arrecadação.

Já que falamos tanto do prefeito, vamos focar agora nos vereadores.

O que tem se observado na Câmara é um show e toda semana projetos polêmicos, debates e troca de farpas por parte dos edis tem tornado as chatas reuniões de 2017, em encontros imperdíveis em 2018.

Nesse caso em questão percebemos que quando se perde a batalha não se perde a guerra, e mais uma vez o grupo de oposição do prefeito fez um movimento que se fosse pontuando no jogo de xadrez seria sem dúvidas o xeque da oposição para com o prefeito.

Foram derrotados e perceberam que não tinham o poder de retirar o veto, e assim sendo, em uma ação maior, colocaram novamente o chefe do executivo contra a parede para que ele coloque sua mão em uma cumbuca que anteriormente já havia se negado.

E para quem pensa que não existe estratégia, basta notar que o projeto 059/2018, já havia sido protocolado na Câmara ainda antes do posicionamento de Euzebio quanto a pauta do José Silva de Almeida.

Existem ainda os riscos da indisposição afinal a Guarda Armada vem ai, juntamente com os agentes de trânsito vão educar a população na base da conversa e quem sabe da caneta. E se o prefeito pretende negar quanto à regularização dos imóveis e ai englobamos as áreas invadidas, é bom ainda lembrar que outros projetos do executivo virão para plenário e a boa vontade da oposição pode não ser tão grande quanto fora na última reunião.

Os vereadores precisam ainda, no entanto se atentar para alguns fatores como a conduta e paciência em plenário. De fato Willian Barcelos com seu embasamento teórico pode parecer prolixo, mas se repararem terão a oportunidade de aprender sobre questões que não tem um conhecimento.

Outro ponto que pode ser observado é que as reuniões de comissão da Câmara não tem tido todo o êxito quanto ao cumprimento de suas funções como deveria, e mais, no que tange a esses processos, a entrada e retirada das pautas tem sido falhas, e nem todos os vereadores tem recebido de forma adequada e a tempo aquilo que será tratado, discutido e aprovado para o estudo da pauta.

Por fim senhores, os vereadores jogaram literalmente a batata quente nas mãos do prefeito. Cabe agora saber como o mesmo procederá em meio a esse turbilhão de fatores.

Após ouvirmos algumas conversas de bastidores, um passarinho soprou nos nossos ouvidos que o segundo semestre pode ser bem mais difícil para o executivo, e tudo isso deve ser avaliado pela coordenação política, se o executivo tiver o interesse de voltar a ter resiliência e acesso livre dentro da Câmara de Nova Serrana.

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