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Editorial

Difícil de entender

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Tem coisas que simplesmente são difíceis de entender em nossa cidade. E por mais que tentamos, por mais que buscamos explicações e tenhamos a melhor das intenções quanto as situações presenciadas na cidade, simplesmente ficamos por entender.

Veja caro leitor, dia após dia fica difícil de entender medidas, ações, decisões e acontecimentos no meio do imbróglio político de nossa cidade. Claro que boa parte delas por terem motivos políticos se torna mais difícil de compreender, mas outras são realmente complicadas.

Veja por exemplo o fato de que nesta quarta-feira, foi realizada uma audiência pública sobre a licitação do plano de saúde dos servidores. Tudo bem que o palco político estava montado, afinal o ex-prefeito Paulo Cesar, afeto declarado de Osmar Santos estava presente.

Mas esta era uma possibilidade de não só explicar e pontuar cada situação e particularidade da licitação, como também encarar o fantasma de Paulo, que mesmo até o momento estando inelegível tem assombrado o dia a dia da atual gestão, a ponto de fazer secretário perder a cabeça na Arena do Calçado e partir para o bate boca pessoalmente e quase que também para as vias de fato.

É difícil de entender porque existem tantas limitações, tantos impedimentos, tantos empecilhos para que a CPI faça o seu trabalho. Não é possível que a atual gestão não tenha percebido que, ao fazer suas negativas e afirmações de que o processo não é reconhecido, os vereadores só ganham visibilidade e a imagem da gestão vai se desgastando.

Foi feio quando o prefeito entrou com mandado de segurança contra a CPI da Saúde, foi muito feio o prefeito ter colocado seu nome em um processo no qual o mesmo nem era citado. E em meio a tantas negativas e afirmações de que CPI é palanque, em cada impedimento e dificuldade criada, os holofotes se direcionam para o processo.

Está cada vez mais difícil de entender tantas negativas. Agora o Hospital São José, entrou com um pedido de liminar para que os documentos da instituição não fossem acessados pelos vereadores da CPI.

Contudo dessa vez bateram com a porta na cara, o pedido foi negado, e mais uma vez, a CPI que a prefeitura refuta, ganha olhares, ganha destaque, e por sua vez, a gestão cria uma brecha para que os populares venham a pensar: afinal, o que tanto a gestão do Hospital, o que tanto a prefeitura tem a esconder para negar de forma tão ferrenha uma investigação que segundo o próprio executivo nunca da em nada?

Mas acreditem, no legislativo também existem situações e fatos que são difíceis de entender, como por exemplo, um projeto que reduz a escolaridade e um cargo de chefe de transportes, mas não reduz a remuneração.

Indo a desencontro do que prega o mercado, que é o estimulo à capacitação, os vereadores reduziram a escolaridade, mas mantiveram o pobre salário de mais de R$ 4 mil, para que alguém possa gerir a frota e os profissionais do legislativo.

A casa que deveria promover e incentivar a capacitação está reduzindo o grau de estudo dos cargos para que as próximas gestões tenham maior facilidade de gerir e nomear quem quiser para os cargos comissionados.

A sensação é que estão buscando formas de facilitar as coisas dentro do legislativo para que assim, futuramente, as indicações e nomeações aconteçam a Deus dará por compromissos políticos e não por capacitação.

Por fim é difícil de entender como que diante disso tudo a imprensa não se mobiliza e não cumpra o seu papel de informar. Podemos contar em poucos dedos os que se comprometem a informar e noticiar o que tem acontecido na cidade.

Pensando bem, não é tão difícil assim de entender esse ponto, afinal:

Quem faz publicidade tem mais compromisso com o cliente do que com o consumidor

e assim tem sido criado a relação de notícia e órgãos que as divulgam em nossa cidade.

 

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