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Editorial

Déjà vu

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Por muita e muitas vezes principalmente quando menores nós não vivenciamos momentos em que por um instante paramos e pensamos, “eu já vi essa cena acontecer comigo antes”.

Esse fenômeno é conhecido como Déjà vu, que é um galicismo que descreve a reação psicológica da transmissão de ideias de que já se esteve naquele lugar anteriormente, já se viu aquelas pessoas, já se sentiu aquela sensação.

O termo é uma expressão da língua francesa que significa: “Eu já vi”. E nada mais apropriado para esse editorial do que pensarmos: nós já vimos isso antes.

No dia da independência tivemos a oportunidade de vivenciar um fato marcante, negativo e que pode ter mudado de uma forma ou de outra o rumo das coisas no Brasil. Em uma campanha, pela ironia do destino nas terras mineiras, de onde saíram alguns dos maiores nomes da política nacional, Jair Messias Bolsonaro (mito) como o chamam sua militância, sofre um atentado.

Uma facada, simples, certeira, direta no abdome do candidato que vinha fazendo um rebuliço e mexendo com os egos por todos os cantos do Brasil colocou o Bolsonaro mais uma vez em evidencia.

Em pleno pleito eleitoral o candidato estava em plena campanha de tiro curto, como assim chamam os marqueteiros sobre as eleições com prazo reduzido de campanha eleitoral permitida, teve que interromper seus trabalhos para ser hospitalizado.

Dai como não poderia ser diferente e como a imaginação do brasileiro é significativamente fértil, começaram a surgir as teorias da conspiração. “Ele não foi atingido por uma faca”. “Deve ter simulado seu atentado”. “Se tivessem dado um tiro seria menos irônico”.

Entre tantas manifestações o que podemos dizer é que, já vimos esse filme antes, ou melhor Déjà vu.

Aos poucos a mídia vem amenizando o atentado, mas o que inicialmente era apenas um ferimento superficial vem se mostrando cada vez mais obscuro, com menos informações, e já se foram sete dias e até agora, nem possibilidade de alta é informada.

Pelo contrário, Bolsonaro passou por complicações, cirurgias de urgência e o estado de saúde do “mito” é cada vez mais misterioso. E após se ter praticamente constatado nos grupos sociais e pelas ruas que a votação do candidato da extrema direita está cada vez mais consolidada, basta saber se ele realmente vai estar lá para disputar o segundo turno ou assumir a presidência.

Se tratando de atentado, já vimos isso com Eduardo Campos no último pleito, com Ulisses Guimarães o helicóptero caiu em Angra dos Reis e com Ele o choro do Brasileiro que vislumbrava um país melhor.

Como não lembrar do acidente de Juscelino e a internação às pressas sem muitas informações de Tancredo Neves.

Esse último inclusive carregou consigo o fato de que em um dia estava “assentado em uma cadeira hospitalar e no outro estava morto”.

A pedra foi cantada a muito tempo. Eles iriam tentar matar Bolsonaro, e se o Déjà vu se constatar, vamos mais uma vez vivenciar a sensação de que estávamos prestes a ter alguém que realmente mudaria o jogo à frente do Brasil, mas que por uma “fatalidade”, não assumiu o seu lugar.

Não estamos decretando a morte de Bolsonaro, muito menos a sua eleição, o que estamos aqui é simplesmente apontando que de forma até impressionante já vimos esse filme antes, basta saber se neste Remake o resultado será o mesmo e tão negativo quanto nas edições passadas.

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