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Editorial

Caça fantasmas

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A culpa é mesmo um sentimento que corroí e fere aqueles que por algum motivo entendem que os erros, as desgraças, os malefícios que atacam a sociedade ao seu redor faz parte de sua responsabilidade.

Essa palavra culpa tem um efeito muito forte e em nosso idioma tem como significado responsabilidade por dano, mal, desastre causado a outrem; ou seja, a culpa está relacionada ao fato de que, algo pelo qual você tem responsabilidade, causou de certa forma dano as pessoas ao seu redor.

Sendo assim, passamos a refletir como não deve estar a consciência dos eleitores de Nova Serrana, que tem a percepção de que suas escolhas nas eleições, colocou a política, administração e o desenvolvimento social de nossa cidade a beira do ridículo.

Partindo desse norte, vemos, por exemplo, que atualmente, aqueles que são efetivamente conscientes já não mais participam de debates e bate bocas nas redes sociais. Aqueles que são conscientes estão nesse momento quase que escondidos, pensando no tamanho do problema que eles, ajudaram a construir.

E aqui, podemos falar com toda segurança que esse raciocínio não faz parte de defesa pela base de executivo ou legislativo. Cometendo o pecado da generalização, vereadores e prefeito estão seguindo no mesmo trilho, que em determinados momentos beira a vergonha.

Claro que esse editorial vai ser criticado pelos milicianos partidários que praticam sua “ampla e rica politiques”, nos grupos de rede social. Os torcedores frenéticos são irracionais e nunca aceitam que seus times são ruins. Mas os eleitores, conscientes, nesse momento pensam que sua vontade de fazer com que as coisas fossem novas e melhores, na verdade não rendeu tão bons frutos.

Vereadores são afastados por acusações de peculato. Vereadores se calam diante de acusações de nepotismo, vereadores tem cara lavada pela justiça.

E por falar de justiça, o executivo junto com seus aliados nessa “guerra fria” política e civil, vão para a justiça para tentarem de todas as formas arrancarem decisões, impedir investigações, tentar aprovar projetos.

A vergonha se torna ainda maior quando colocamos na balança o discurso de que o novo tempo chegou; o discurso de que a cidade vive outros tempos, o discurso de que muito tem sido feito.

Essa rica e eloquente oratória que não convence quem é racional, ainda caem por terra quando se percebe que, as obras, foram continuadas e não muito, além disso, são entregues em herança do ex-prefeito, com os requintes de quem se enaltece e da uma repaginada no projeto apenas para falar que, ele fez algo melhor.

O discurso para aqueles que apenas observam e refletem sobre o peso do seu voto, é ainda atordoador quando se ouve falar que em tempos de crise a prefeitura manteve o salário, os equipamentos funcionando, mas ai volta à retórica isso não é mais do que a obrigação?

Os erros foram cometidos nas nomeações do seu time de técnicos, que nem são tão técnicos assim saíram time do novo tempo. Foram exonerados oito nomes do alto calão, alguns que eram bons de serviço e outros que nem se sabe o porquê estavam ali; e se arrogância prediz a queda, por vezes o chefe que foi votado como a aposta da renovação, já afirmou que não cometeu erros, em seu percurso, nada animador a frente da maquina.

Quem votou no moralismo, no vereador que bate a mesa e fala abre mão do cargo se tiver algo errado nesse momento, está se contorcendo porque o mesmo nesse momento tenta de todas as formas voltar para a sua cadeira, depois de ter seu nome jogado na mídia, com mais cinco colegas, sendo acusados de peculato.

Por fim nesse momento, os fantasmas têm assombrado literalmente os eleitores, que por vezes preferem apenas observar a o município sendo assustado por um cenário político nada promissor.

No fim das contas nós eleitores temos que observar os fatos e aprender com os erros porque pelo visto, não tem caça fantasmas que acabe antes de outubro de 2019 com o nosso terror.

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