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As redes sociais e as eleições 2018.

Luciano Augusto

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Hoje vou me atrever a escrever sobre um complexo tema que são as redes sociais e o pleito desse ano. Nesse mesmo espaço eu disse que as eleições desse ano, desde a nossa redemocratização seria a mais importante da nossa história, por todo o contexto que ela engloba as discussões acerca do combate à corrupção, a má gestão dos recursos públicos dentre outros importantes temas nunca se fez tão necessária.

Falo isso por que a cada eleição tem o seu tema, que podemos nomear o mais importante às eleições de 94, por exemplo: a principal discussão foi sobre a busca pela baixa da inflação, já as eleições de 98, se falava muito em responsabilidade fiscal e manutenção da política econômica, já em 2002, o desemprego era o principal assunto e por ai vai…

Um dos principais motivos que me fez pensar na importância dessas eleições, se dá principalmente pela descrença popular com nossos representantes políticos no exercício de seus respectivos mandatos.

Para vencer essa descrença as redes sociais, podem ser utilizadas como uma importante ferramenta na difusão das ideias e/ou propostas eleitorais. Vale lembrar quem não esta no poder pode muito bem explorar as redes tanto para demonstrar a ineficiência dos que estão, bem como, apresentar as suas propostas, etc.

Nesses últimos meses observa-se uma série de pretensos candidatos que confiam demasiadamente nas redes sociais, acreditando que através dela poderá se extrair uma grande quantidade de votos e não é somente quem objetiva entrar na vida pública, mas também de representantes no exercício do cargo tem apostado bastante nas redes ao divulgar suas respectivas atividades.

No fundo eu ainda sou daqueles incrédulos, não é por que, o fulano tem milhares de seguidores, que terá milhares de votos, vou dar um simples exemplo: em São Paulo nas eleições 2014, um conhecido motociclista que possui um canal no Youtube com mais de 500 mil inscritos, obteve 17 mil votos, para a disputa de uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo, o seu nome Kleber Atala mais conhecido como Tiozão KLE 621. Não estou desqualificando a quantidade de votos que foi positiva, 17 mil pessoas acreditaram nas suas propostas, nos seus ideais, contudo, pela quantidade de seguidores, sem contar das outras redes sociais poderia ter sido mais votos.

Não quero entrar no mérito, quantos são de SP, ou quantos o seguem não por ser político, mas sim um artista da internet longe disso, o que quero dizer é que a potencialidade de votos se referindo apenas as redes sociais, deve ser tratada apenas como um termômetro e não como um fator de definição.

Confesso a minha ansiedade pelo início do pleito, sobretudo pelo seu final, tem muita gente acreditando que as redes sociais vão os eleger, ledo engano.

Para Refletir:

“Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas”

  • Confúcio

LUCIANO AUGUSTO O. LOPES é bacharel em Direito pela Sociedade Dom Bosco de educação e cultura - Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis - Divinópolis (2012). Advogado inscrito na Seccional OAB Minas Gerais, desde 2015, com ênfase em Direito Público, atuando nas áreas do Direito Eleitoral, Administrativo. Atua como Consultor Jurídico do IPGC (Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades). Possui diversos cursos voltados para o Marketing Político Eleitoral, tem experiência em campanhas políticas e na gestão de projetos políticos.Há habilidade em comunicação tendo atuado na função de radialista/jornalista

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Leonardo Dantas

    22 de maio de 2018 em 21:10

    Excelente texto

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