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Editorial

Ainda não nos rendemos 2019

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Um pastor muito conhecido afirmou certa vez em uma de suas mensagens que na adversidade se revela o caráter. Bom, levando essa afirmativa como uma verdade, podemos concluir que 2019 tem testado significativamente o caráter do brasileiro.

O ano começou com uma série de acontecimentos que para muitos indica o fim dos tempos, para outros solidifica a ideia de que se estamos aqui e nessa altura do campeonato estamos vivos é porque algo significativamente grande vai acontecer.

Segundo publicado no portal R7, 2019 por si já acarretou a morte de mais de 350 pessoas com tragédias no Brasil. Esses números em menos de 45 dias em um país com as dimensões do Brasil não seriam nada extremo, isso se os fatos por detrás das mortes não fossem tão chocantes.

Em Brumadinho perdemos mais de 170 pessoas e os números devem chegar a mais de 300; no Rio 13 pessoas foram executadas em Santa Teresa, e as enchentes deixaram sete mortes.

No país do futebol, a bola rolou em luto na última semana quando 10 craques do futuro, que faziam parte das categorias de base do Flamengo morreram em um incêndio que muitos tratam como um incidente, mas os que são da imprensa, que tem os olhos abertos para as tragédias e investigam as causas entenderiam que foi um crime.

Um crime contra a responsabilidade, contra a vida, contra o futuro de famílias que tiveram seus filhos mortos de forma trágica pela irresponsabilidade de um clube que investe mais de R$ 40 milhões para contratar um jogador, mas não tem a capacidade de instalar de forma adequada e com a devida documentação um alojamento para suas categorias de base.

Para continuar a chocar quem acompanha nestes meses de tragédias, um dos maiores e mais brilhantes profissionais que teria coragem de denunciar, criticar e escrever com isenção contra Vale, Flamengo ou seja lá qual for a entidade que protagonizou o sofrimento do brasileiro em qualquer espécie, morreu de forma trágica.

Boechat, um jornalista que fez escola, que marcou época, que inspirou profissionais assim como esta equipe de jornalismo diário, morreu após a queda de um helicóptero, que ainda se chocou com uma carreta em um pouso de emergência.

Além das tragédias deste ano levar as nossas lágrimas e emoção, agora este ano também tirou a nossa voz, nosso senso crítico, nossa  racionalidade no ato de avaliar, entender, digerir e nos posicionar com textos e palavras que faziam tanto sentido quanto a emoção que foi esmagada com tais tragédias.

Os fatos, no entanto não foram somente em proporção nacional. Não podemos nos esquecer que por aqui as estradas também tem dizimado a população, pessoas também têm morrido de forma repentina.

Amigos, pais da família, profissionais trabalhadores tem sido vítimas de acontecimentos que já tornaram o ano de 2019 pesado, único e até o momento verdadeiramente trágico.

Nós porem não somos daqueles que retrocedem e seguindo os princípios que o grande ancora Boechat trazia em seu posicionamento, não devemos ter nossa moral abalada em meio as tragédias. Devemos contudo aprender, evoluir e nos tornamos melhores todos os dias.

Em meio a dificuldade quanto o caráter se solidifica prosseguir e persistir são palavras que norteiam em meio as aflições. E sendo assim afirmamos, não vamos nos render 2019. Vamos superar as tragédias e sairemos ainda mais fortes em memória dos notáveis que nestes pouco mais de 40 dias se foram.

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