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Editorial

Acabando com as pragas

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Nova Serrana é uma cidade em que a população muito cobra, mas pouco participa.

Essa afirmativa é vista quando percebemos que nas redes sociais centenas para não falar milhares de pessoas diariamente criticam, apontam erros e fazem suas considerações sobre todos os temas que envolvem o município.

As ações políticas são amplamente criticadas, os problemas sociais são ponderações que a população não se cansa de manifestar, e também não deve afinal, no final do dia os secretários, vereadores, prefeito, deputado e quaisquer que sejam os políticos, vão para as suas casas, suas redomas de vidro e não enfrentam as mazelas pelas quais os populares protestam.

A força popular é uma arma que pode inclusive mudar o olhar do político e do gestor e os  críticos de plantão podem até afirmar que não, mas os mais de 300 populares que se fizerem presentes na Câmara com cartazes e apelos durante a aprovação do projeto 117/2017 tiveram sim sua parcela de contribuição quanto à pauta.

Talvez inclusive se manifestassem sua condição ao executivo a pauta não teria sido vetada, mas esse é assunto para outro editorial.

De forma geral o que queremos aqui afirmar caro leitor, é que quando a população se une e move suas energias em um sentido, as coisas mudam. De fato tivemos recentemente o exemplo disso pontuado na paralisação dos caminhoneiros, que obteve como conquista suas reivindicações acatadas pelo Governo Federal.

Se olharmos na história, todas as grandes revoluções foram movidas por um posicionamento popular, e se olharmos bem para os vídeos disponíveis pela web vamos perceber que quem derrubou os muros de Berlim foi o povo.

Por aqui vivemos uma situação estranha. O Brasileiro é um povo guerreiro, um povo batalhador que enfrenta um leão por dia, que alimenta sua família com uma renda pífia, que paga uma carga tributária alta, que luta contra a desigualdade e outros problemas sociais.

O brasileiro enfrenta a tudo, só não consegue se mobilizar para acabar com um mosquito, só não consegue se mobilizar para erradicar uma doença, só não se mobiliza para derrubar algo tão pequeno que causa um prejuízo tão grande.

Em outros editoriais já pontuamos que o problema da dengue é de higiene, de falta de consciência, agora relacionamos ainda a uma falta de senso, de condição social de entender quem é o culpado, de diagnosticar efetivamente o problema e agir.

Não somos capazes de nos unir para acabar com os focos da dengue, não somos capazes de nos unir efetivamente para combatermos a corrupção, não somos capazes de nos unir para cobrar uma cidade melhor, e isso porque temos à frente dos objetivos nosso ego e em um grupo, em uma revolução o ego é uma ameaça.

Quando deixamos de avaliar o todo por pensamento individual temos o bem coletivo prejudicado. Temos os objetivos sociais deixados de lado, temos as mudanças que tanto sonhamos cada vez mais distantes.

Assim sendo caro leitor, não basta criticar, apontar as mudanças que você gostaria que existissem, é necessário que tenhamos uma visão maior do que nossa sociedade precisa para que assim possamos mudar a nossa realidade.

Para começar, sabemos que mudanças drásticas vem com o tempo, sendo assim que tal nos unirmos para acabar com a dengue. Quem sabe se conseguirmos acabar com a peste de um mosquito, não estamos no caminho certo para aprendermos agir como um todo e assim possamos acabar com a outra praga que chamamos de corrupção.

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