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A honestidade!

Rido de Oliveira

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Recentemente ouvindo a rádio Itatiaia, escutei os comentários de um dos comentaristas da rádio (que por lapso de memória não me recordo o nome), sobre uma pesquisa/teste realizada em diversos países do mundo para testar a honestidade dos habitantes do país. Segundo o comentarista o Brasil ficou no mesmo nível de países como Estados Unidos, Inglaterra, Itália e França no quesito honestidade.

Ainda segundo o comentarista, o estudo/teste consistia em deixar em determinados locais públicos, carteiras com certa quantia em dinheiro e com identificação do dono, objetivando verificar qual o percentual de devolução das carteiras aos seus donos com o dinheiro. Curiosamente o teste constatou que quanto maior o valor deixado na carteira, maior fora o índice de devolução aos donos.

Salvo lapso de minha memória, o índice de devolução das carteiras no Brasil atingiu incríveis 64% (sessenta e quatro por cento), mesmo índice alcançado pelos países já citados acima. Semelhante também aos demais países citados, no Brasil ocorreu o mesmo fato, ou seja, quanto maior a quantia deixada na carteira, maior fora o índice de entrega aos donos.

Não chequei a veracidade da informação passada pelo comentarista, contudo, por se tratar de um dos maiores veículos de informação via rádio do país, entendi que podia confiar na informação passada pelo ilustre comentarista.

A informação ouvida naquele dia, me fez cair numa grande e profunda reflexão até mesmo sobre minha opinião sobre nós brasileiros, visto que a maioria de nós tem um certo preconceito com relação à honestidade de nosso povo, muitas vezes levando nos a acreditar que seríamos mais desonestos que povos habitantes de países desenvolvidos.

De fato, a constatação é que a maioria do povo brasileiro é honesta, composta de pessoas dignas, com elevado censo de compaixão e responsabilidade para com o próximo, visto que segundo psicólogos ouvidos no estudo/teste, a devolução das carteiras com o dinheiro poderia decorrer de um ato de compaixão, no sentido de que aquele que perdeu a carteira poderia estar sofrendo, razão pela qual o índice de devolução subiu quando  a quantia esquecida foi maior, ou seja, por óbvio o prejuízo e o sofrimento para quem perdera a carteira seria maior.

Ao fim da minha reflexão senti uma imensa felicidade de saber que poderíamos estar no mesmo nível de norte-americanos e diversos cidadãos europeus no quesito honestidade, o que poderia com certeza ter sido melhor divulgado por aqui, ajudando a melhorar e muito nossa autoestima enquanto povo brasileiro.

O comentarista da rádio Itatiaia encerrou o comentário dizendo que a conclusão é de que o povo brasileiro é honesto, contudo, precisaria aprender a votar. Na visão do comentarista, nossos políticos passariam a imagem de um país desonesto.

No mais, continuei com o meu entendimento que honestidade não é virtude, mas tão somente uma obrigação, que deveria ser ensinada às nossas crianças desde a mais tenra idade.

RILDO DE OLIVEIRA E SILVA é advogado desde 2002, formado pela fadom – Faculdade de Direito do Oeste de Minas, possui o escritório de advocacia Rildo de Oliveira e Silva & Advogados Associados. É também escritor nas horas vagas, tendo publicado o livro do gênero romance de nome “Letras Mortais”. Atualmente ocupa o cargo comissionado de procurador adjunto do município de Nova Serrana

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