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Calçados

Setor calçadista se anima com cenário e perspectiva é de geração de empregos e divisas

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Poucos são os setores da economia nacional com um cenário tão favorável a dar uma resposta imediata em duas das principais demandas do país: a geração de empregos e o aumento das divisas.

O complexo calçadista, da indústria ao varejo, conta com características específicas e, com uma retomada da economia e melhor ambiente de negócios, pode reagir de forma quase imediata, criando milhares de postos de trabalho e aumentando a arrecadação nos três níveis de governo: federal, estadual e municipal.

A nova Legislação Trabalhista, que deve ser aprofundada no governo Bolsonaro, dá um ânimo extra aos empresários, que agora sentem-se mais seguros em relação a contratações pontuais e temporárias.

Somam-se a isso o salto dos índices de confiança dos consumidores e de empresários e o aumento vigoroso na perspectivas de gastos das famílias para 2019. Há também o efeito multiplicador em toda a cadeia, com a indústria de insumos, matéria prima e tecnologia também reagindo rapidamente, uma vez que o Brasil é auto-suficiente no fornecimento de couros e componentes.

Diante deste contexto, as perspectivas são animadoras. A nova política externa do Governo Bolsonaro, que prioriza a relação comercial com os países mais desenvolvidos, notadamente Estados Unidos e a Europa, deve acelerar a reconquista de uma fatia maior destes mercados por parte das marcas brasileiras no exterior. Ao mesmo tempo, as negociações com os parceiros da América Latina se manterão fortes e prósperas. E o aumento das exportações gera divisas e renda no mercado interno, que passa a contratar mais e fazer toda a engrenagem da economia acelerar.

Para Francisco Santos, fundador e presidente da Couromoda, “o Brasil tem vários centros de excelência no setor coureiro-calçadista no Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Ceará. São clusters preparados para uma resposta rápida, atendendo à demanda do mercado interno e das exportações. A possibilidade de expansão é imediata, com uma capacidade de produção instalada de 1,2 bilhão de pares/ano.”

Varejo prevê crescer pelo menos 3% este ano

Em todo o Brasil, segundo projeções da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), há cerca de 60 mil pontos de vendas, que, em caso do aumento do fluxo de clientes, devem ampliar os seus quadros de funcionários em pelo menos uma ou duas pessoas. “Isso significa a geração de alguns milhares de novos empregos e, sobretudo, o aumento dos pedidos às indústrias, que, para produzi-los, teriam que igualmente aumentar as compras de matérias-primas, componentes e serviços, além de possivelmente fazer novas contratações, dando uma novo ritmo às suas atividades, tal como os empresários planejam neste momento”, afirma o presidente Marcone Tavares.

Presente em praticamente todas as cidades brasileiras, o varejo calçadista é o elo que mais rapidamente deve beneficiar-se de uma maior procura do consumidor por calçados este ano e impulsionar na sequência toda a cadeia produtiva e a atividade econômica de pelo menos 15 Estados brasileiros. A expectativa da Ablac é de que o varejo possa crescer pelo menos 3% em 2019, após uma performance nominal de 2,6% em 2018.

Indústria vende para mais de 150 países

Além de abastecer o varejo nacional, o calçado brasileiro está presente em mais de 15º países, com receita anual externa de US$ 1 bilhão no último ano (Há dez anos, era de US$ 1,9 bilhão). “É um nível semelhante ao da década de 1990”, comenta o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, Heitor Klein. No comparativo da última década, o número de empresas na atividade caiu consideravelmente, o que teve reflexo no nível de emprego na atividade. Atualmente existem no Brasil cerca de mil empresas de pequeno, médio e grande porte, além de milhares de microindústrias. Em 2007, o setor gerava aproximadamente 20 mil postos a mais do que no último ano.

Do curtume às lojas de calçados, o setor gera 1 milhão de empregos diretos, número que cresce substancialmente se contarmos os postos indiretos e terceirização. O calçado brasileiro é comercializado em mais de 150 países, reconhecido e admirado por seu design e alto padrão de excelência. O setor se caracteriza, também, pelo alto nível de organização, associativismo e eventos de negócios.

As entidades representam os diversos elos da cadeia e a inteligência do setor dispõe de amplo leque de opções de capacitação e qualificação.

Couromoda é marco do novo momento

A confiança do empresariado nas novas lideranças políticas, em especial na qualificada equipe econômica e técnica montada pelo Governo Bolsonaro, se reflete numa atmosfera de otimismo responsável e na disposição de investimentos para a garantia de retomada econômica. “E a Couromoda representa um verdadeiro marco para este novo momento. Como já é nossa tradição há mais de 45 anos, não poupamos investimentos para montar um evento extremamente afinado com as necessidades do mercado, profissional e gerador de vendas.

Acreditamos que o novo Brasil, em termos econômicos, começa de fato a partir da Couromoda, que acontece de 14 a 17 de janeiro e que vai movimentar o cluster calçadista, injetando ânimo e promovendo negócios, tanto no mercado interno quanto no que se refere à exportação”, avalia o fundador e presidente da Couromoda, Francisco Santos. “Se faz necessário, no entanto, o comprometimento de todos os players do setor para tornar realidade este novo momento”, conclui.

A feira prevê um incremento de 5% no número de visitantes e no volume de negócios em seus quatro dias, oferecendo a lojistas e importadores cerca de 2 mil marcas de calçados e acessórios de todo o país.

Fonte: Ablac

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