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Semear, frutificar, colher e cuidar

Juliano Azevedo

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Vivemos conectados. Em rede, principalmente pelos meios digitais. Uma mensagem enviada pela internet, rapidamente, se espalha pelo planeta em compartilhamentos frenéticos. Assim, um vídeo, um áudio, um texto viajam por todas as curvas existentes na Terra.

Somos ligados por fios, assim como as aranhas e suas teias. E por ondas, por energia, por pensamentos. E também pela genética. De qualquer maneira, os humanos estão em conexão. O que um faz reverbera no outro. Na alegria e na dor. Na oração ou no desprezo. No bom dia. Em atitudes diversas.

A natureza está demonstrando o descaso e o descuido com a falta de vínculos com ela. Enchentes catastróficas. Secas em lugares que brotavam águas abundantes. Chamas estimuladas pela poluição. Lixo, miséria, fome. Furacões assassinos. Granizos, raios, terremotos. Muita morte. O clima está maluco.

Lembrando Renato Russo, na música Por Enquanto, “mudaram as estações”, mas quase tudo mudou nesta época em que a letra ainda faz sentido. Muita coisa tem acontecido e está tudo bem diferente há tempos.

Ouço Cássia Eller cantando “Se lembra quando a gente / chegou um dia a acreditar / Que tudo era pra sempre / sem saber / que o pra sempre / sempre acaba”. Pois bem: não dá mais para acreditar que tudo será como antes, caso não tomemos o boi pelo chifre. A saúde do nosso quintal está crítica.

Por isso, quero plantar uma ideia de uma história, diga-se corrente, que li no WhatsApp. Procurei saber a veracidade e, mesmo não encontrando referências confiáveis, gostei da atitude, para que adotemos como prática cotidiana. Mal, certamente, não fará a ninguém. Tenho convicção que ajudará a melhorar o meio ambiente.

Basta ter uma iniciativa para espalhar abundância na natureza. Se der certo, animais silvestres, quem passa fome, caminhantes terão alimentos, gratuitos. O clima ficará mais fresco; a poluição tende a diminuir; a temperatura ficar mais baixa; o cenário das estradas, mais calmo, verde e florido, usando apenas algo que, normalmente, vai para o lixo.

Após consumir frutas, legumes, algo que tenha sementes, guarde-as. Acerola, ameixa, pêssego, quiabo, abóbora, melancia, uva, manga, laranja, mexerica, abacate, tomate etc, etc, etc. Vale até ramas que brotam facilmente. Ou tubérculos esquecidos na fruteira, atrás da geladeira.

Não jogue no saco preto de lixo. Limpe as sementes, prepare os caules. Lave-os, seque ao sol e armazene em um saco de papel. Quando viajar por alguma estrada, for para o sítio no fim de semana; praticar ciclismo, trilha, caminhada, jogue as sementes nos terrenos que encontrar. Além de esse ato ser positivo, ele é bíblico: plante para colher.

Contaram que isso foi feito na Tailândia para aumentar o número de árvores frutíferas no país, contribuindo com as futuras gerações. Como não é uma missão complexa nem uma boa ação complicada, vale entrar na corrente, essa sim, do bem.

Sementes que vão gerar vida, conforto, solidariedade, prazer, saciedade e tantos outros benefícios para a nossa existência. Como as vibrações das ondas, alcançaremos os nossos semelhantes, a natureza, a felicidade, em prol da teia que nos conecta.

JULIANO AZEVEDO, é Jornalista, Professor, Escritor, Terapeuta, Mestre em Estudos Culturais Contemporâneos - www.blogdojuliano.com.br - E-mail: julianoazevedo@gmail.com - Instagram: @julianoazevedo

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