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Editorial

Sem dinheiro, mas com crédito. O seguro morreu de velho!

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O brasileiro todo ano passa por uma situação inusitada, em dezembro ele recebe o seu 13º salário e tem uma difícil escolha a tomar, pagar suas contas ou aproveitar o dinheiro para adquirir bens, tirar as sonhadas férias, ou seja, desfrutar do dinheirinho a mais que é colocado em sua conta.

Para muitos o dinheirinho suado, conquistado com trabalho do ano inteiro serve para limpar o seu nome e colocar em dia as contas da casa; limpando seu nome, voltando assim a ter crédito no mercado.

Após pagar a conta na mercearia, na padaria, no sacolão, o pai de família volta a ter crédito, e ai iniciam novamente mais uma labuta por novas compras e por mais trabalho para novamente regularizar a sua situação.

O interessante que as empresas também trabalham de forma semelhante. As certidões negativas de débito, os financiamentos, seus compromissos tributários e no mercado tem que estar em dia; dentro do que se entende como boa administração, para que a empresa tenha assim crédito para buscar uma expansão quando desejado, ou recursos quanto necessário.

Quando pensamos nesse fato, percebemos algo engraçado. As empresas públicas não participam de situações assim. Afinal a lei determina que todo processo de compra seja determinado com licitações, chamamento público, critérios e valores tabelados.

Tudo bem se você é um fornecedor, que prestou serviço ou vendeu produto para uma empresa pública, você trabalha sobre a promessa de pagamento, que virá um dia, tardiamente, mas virá; e para essa espera aquele valorzinho a mais, que inflaciona o valor do produto ou serviço faz com que você espere tranquilamente pelo recebimento.

Porém caros leitores, nos últimos dias nós descobrimos que pelos lados de cá as coisas não são tão assim, afinal o atual prefeito afirma que não paga nem um centavo a mais do que o valor real de mercado por uma mercadoria ou serviço.

Enquanto isso seu conterrâneo de Capelinha tem utilizado o bom nome da Câmara para comprar combustível fiado. Isso mesmo, a notinha corre pela Câmara.

A culpa aparentemente é da gestão passada que devolveu o que podia e o que não devia para salvar as contas da prefeitura e a Câmara ficou chupando o dedo.

A legislação determina que os recursos sejam devolvidos ao executivo, mas o atual presidente ficou em maus lençóis pois o valor que ele alega ter ficado em caixa foi insuficiente para tapar as goteiras, fazer o elevador subir os andares e colocar petróleo nos carros da casa do legislativo.

Se pararmos para pensar o que Osmar Santos está fazendo é algo parecido com o caderninho de pão com o comércio da esquina. O problema é que quando a conta fechar acontecerá o mesmo problema que vivenciamos em nossas casas, afinal quando fecha a conta do mês o valor nos assusta e percebemos que não comemos tanto pão quanto vamos pagar pelo privilégio da notinha.

A Câmara está sem dinheiro, porém com crédito no mercado. O que nos preocupa é quais são os fatores que regulamentam essa medida, quais são os nortes que estabelecem esse crédito, ou até, o que é preciso para abastecer um veículo em nome da casa do povo.

Não que estejamos duvidando da honra do proprietário do posto em questão, ou muito menos dos honrosos funcionários que prestam o serviço. Mas sabe como é né caro leitor, vivemos em um pais em que a corrupção não é questão de crime e sim de oportunidade.

Se pararmos para pensar e percebermos que na Câmara até pagar boleto pessoal e viagem para o exterior é um privilégio bancado pelos recursos da casa, vamos perceber que sim temos que abrir o olho e nos preocupar, não pelo fato de que os que ali estão vão agir com imoralidade, mas o que tem faltado ultimamente são olhos para fiscalizar aqueles que sãos os fiscalizadores.

Uma mão não vigia a outra, e assim sendo, é bom prestarmos a atenção quanto as práticas que tem sido tomadas em todas as esferas públicas de Nova Serrana; de fato o seguro morreu de velho e não custa nada ficar atento para os gastos da casa com combustível em tempos em que os legisladores nem efetivamente voltaram aos seus gabinetes para promover a velha politicagem.

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