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Editorial

Sem chutar a porta!

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Engraçado como as coisas acontecem em Nova Serrana, as pessoas sabem como proceder de forma correta, mas para obterem fama de herói, de salvador da pátria e ou mesmo ser aplaudido pela massa que não entende o que está por detrás de cada ação, as pessoas assumem um caminho diferente, fazendo muito alarde com algo que deveria ser feito de forma simples.

Depois de toda a polêmica instaurada sobre a UPA, na sexta-feira, foi realizada na Câmara de Nova Serrana uma reunião onde a secretária prestou esclarecimentos e apresentou a documentação para os vereadores da casa.

Até ai tudo bem, ou melhor, estaria tudo bem se a reunião não fosse às portas fechadas, sem a presença da imprensa, ou até mesmo sem a presença dos funcionários da comunicação da prefeitura.

Se você acha isso estranho, bom, nós achamos mais ainda, uma vez que a presidência da casa proibiu os profissionais da comunicação do executivo de fazerem registros durante a reunião. Nada de câmera, nada de gravador, nada de registro.

Se a primícias quem não deve não teme for real, percebemos que alguém está devendo algo nesse imbróglio.

O fato que a lamentável morte de Júlio Cesar não aconteceu devido a um infarto como foi esbravejado pelo vereador que de médico não sabe a diferença de um resfriado para uma parada cardíaca, e todo o estardalhaço não gerou nada além de um desgaste desnecessário entre um órgão que vem prestando serviço e um grupo de vereadores que fiscalizavam a unidade de saúde pelas redes sociais.

Nesta segunda-feira, no entanto alguns nobres edis, entre eles o vereador, pré-candidato a deputado federal, presidente da Câmara, defensor de invasores,  e declaradamente pupilo de Paulo Cesar (se é que isso é uma vantagem), visitaram a UPA para fiscalizarem o atendimento.

Dessa vez não houve porta chutada, nem xingamentos nos corredores, e por incrível que pareça nenhum vereador tentou interferir no trabalho dos médicos presentes.

Pelo que foi dito, não houve carteirada, não houve desacato e ninguém foi parar na delegacia. Dessa vez fizeram a coisa direita, e não só por parte dos vereadores, mas também pela equipe da UPA que recebeu corretamente os legisladores que foram conferir de perto e não pelas opiniões das redes sociais o que realmente estava acontecendo.

Quando se pensa que fiscalizar é uma atitude que tem que ser feita com inteligência e sabedoria, o que se tem que entender é que os vereadores não têm a função e muito menos o poder de empiricamente intervir no que se faz dentro de qualquer unidade pública.

Tudo bem que a política do coronelismo tem como base o sonho de que o poder é supremo, contudo não é.

Sim os legisladores tem seu poder atribuído ao fato de fiscalizar, propor e aprovar cada passo do executivo, mas isso se limita ao âmbito das ideias a não ser que qualquer um deles seja efetivamente um médico ou profissional da saúde, devem se ater ao fato de identificarem o que entendem estar errado, cobrar, estabelecer leis, levar ao Ministério Público, enfim cumprir o seu papel.

Temos aqui um grupo de pessoas que não entendem muito bem seu trabalho, temos um grupo de pessoas que está aprendendo e depois de algumas pancadas fizeram a coisa de forma certa.

Esperamos sinceramente que nossos vereadores intensifiquem a cobrança e a fiscalização na maquina pública, mas pedimos aos mesmos que façam menos barulho e promovam mais ações efetivas.

Não queremos mais portas sendo chutadas, afinal o que adiante chutar a porta da UPA e fechar as portas do gabinete para que as provas sejam apresentadas e cara seja lavada por ter abusado do “poder” e ter feito o trabalho da forma mais equivocada e infeliz possível.

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